O presidente da Câmara de Rio Branco, vereador Joabe Lira, expôs a realidade da Polícia Penal do Acre e cobrou medidas concretas para reverter o que classificou como um cenário de dificuldades enfrentado pela categoria.
Policial penal de carreira, Joabe usou a tribuna da Câmara de Rio Branco, na sessão desta quinta-feira, 9, para comentar a nomeação de Leandro Rocha para o comando do Instituto de Administração Penitenciária, mas deixou claro que o gesto, embora positivo, não resolve os problemas estruturais acumulados ao longo dos anos.
“Ficamos felizes porque agora é um policial penal que vai estar conduzindo o IAPEN. Desejamos boa sorte, que Deus dê sabedoria para que ele possa conduzir a nossa categoria”, afirmou.
Segundo o parlamentar, a categoria enfrenta falta de efetivo, desvalorização salarial, ausência de avanços no plano de carreira e problemas relacionados à saúde dos servidores.
“A nossa categoria tem passado por muitas dificuldades, como a falta de efetivo, valorização salarial, aprovação do PCCR e o cuidado com a saúde do servidor”, destacou.

Joabe reforçou que o novo gestor assume em meio a um cenário desafiador, mas apostou na força da categoria como caminho para mudanças. Para ele, a união dos profissionais será decisiva para pressionar por avanços.
“É um grande desafio, mas é um policial dedicado e trabalhador. Com a união de todos, com certeza vai conseguir desempenhar um bom trabalho”, disse.
O presidente da Câmara também sinalizou que o Legislativo municipal deve atuar como aliado na cobrança por investimentos e reestruturação da Polícia Penal. Ele defendeu melhores condições de trabalho e remuneração como pilares para fortalecer o sistema.
“Vamos estar juntos, dando apoio para que a Polícia Penal tenha os investimentos necessários, com reestruturação, profissionais bem remunerados e os atendimentos necessários para toda a categoria”, afirmou.
Ao final, Lira fez um apelo por reconhecimento à atuação da categoria, que, segundo ele, tem sustentado o sistema penitenciário mesmo diante das limitações. “A Polícia Penal tem desempenhado um bom trabalho ao longo dos últimos 19 anos e precisa alcançar os patamares que merece”, concluiu.
