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POLÍTICA

Prefeito de Feijó se defende das acusações feitas pelo Sindmed e detona: “eu solicito cooperação do Sindicato e não uma perseguição à Prefeitura de forma leviana”

Prefeito de Feijó se defende das acusações feitas pelo Sindmed e detona: “eu solicito cooperação do Sindicato e não uma perseguição à Prefeitura de forma leviana”

O prefeito de Feijó, Railson Ferreira, respondeu às acusações feitas pelo Sindicato dos Médicos do Acre (Sindmed-AC) nesta sexta-feira (13/3). O gestor respondeu ponto a ponto. Ele explicou sobre as 17 unidades de Saúde, alegadas pelo Sindmed. Confessou ainda que relatou, claramente, aos representantes da entidade sindical a existência de erros de gestores anteriores com relação a isso.

“Gestores anteriores começaram a cadastrar sem base cerca de 8 a 10 unidades. Cadastrou. Só criaram essas unidades dentro do Ministério da Saúde, criando um ‘quines’ para elas. ‘Quines’ é como se fosse uma localização, um sistema onde você insere os dados. Insere as unidades, servidores... Só que fizeram isso no afã de quando essas unidades fossem cadastradas, viria dinheiro. Então cadastraram essas unidades que não existem fisicamente, não existe equipes. Só foi criado ficticiamente no sistema. Esse erro não foi praticado na nossa gestão. Foi praticado em gestões anteriores. Nós quando entramos na gestão, detectamos essa falha. Quando nós detectamos, percebemos que elas estavam desabilitadas, só que elas não saem do sistema ‘quines’, elas não apagam, só que elas estão desabilitadas. É como se ela existisse porque não sai do sistema, mas ao mesmo tempo não estão mais funcionando”, ressaltou.

Sobre a reunião realizada hoje, ele ponderou: “ficou devidamente claro, inclusive a própria representante do Sindmed concordou sobre a existência do erro cometido pelas gestões anteriores. O que causa estranheza à gestão atual é esse questionamento, tendo em vista que hoje, pela manhã, houve uma reunião com o representante do Sindicato, a secretária e a equipe técnica e foi repassado isso. Na verdade, elas [unidades] nunca foram habilitadas. Isso não causa nenhum ganho para a Prefeitura porque além de estarem inabilitadas, a Prefeitura não ganha por unidade, mas por equipe. As prefeituras ganham por equipes. Há uma surpresa com relação à nota do Sindicato quando já foi esclarecido o erro de gestões anteriores”, ressalta.

Com relação à quantidade de médicos, Railson Ferreira disse que quando entrou na gestão haviam apenas nove médicos. “Hoje, nós estamos com 16 médicos. Ou seja, houve um acréscimo de sete médicos. Nunca Feijó teve tanto médico quanto tem hoje”.

Sobre a falta de medicamentos, Railson explicou que até o dia 20 de março, próxima sexta-feira, a situação estará normalizada. Ele explicou que houve problemas com fornecedores que acabaram atrasando a entrega de alguns itens.

“É importante destacar que o Ministério da Saúde destina cerca de R$ 25 mil para a compra de medicamentos para Feijó, sendo que o nosso gasto é em torno de R$ 300 mil por mês. Houve sim falta de medicamento, mas por conta de demora na entrega por fornecedores, mas que está sendo regularizado e até o dia 20 essa situação está sanada”, pontuou.

O prefeito aproveitou, ainda, para alfinetar o governo do Estado. Disse que Feijó tem se destacado na Atenção Básica, inclusive atendendo atribuições que seriam da Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre).

“Nós executamos ações que, pela natureza, elas não são atribuições primárias nossas. Tem três ações que desenvolvemos em Feijó que não são atribuições primárias nossas que é a manutenção do Centrin, que atende crianças com transtorno do espectro autista, onde pagamos R$ 250 mil mensal, realização de itinerantes com especialista. Uma média de cinco itinerantes fizemos no ano passado, com gastos só da Prefeitura. É atribuição do Estado, não é nossa. E também a questão do TFD, passagens terrestres para Cruzeiro e Rio Branco, onde nós pagamos em média R$ 80 mil por mês. Não são atribuições primárias nossas e sim do governo do Estado”, disse Ferreira.

Por fim, o gestor fez um desabafo: “Eu solicito cooperação do Sindicato e não uma perseguição à Prefeitura de forma leviana”.