O prefeito de Jordão Naudo Ribeiro entrou na mira do Ministério Público do Estado do Acre (MPAC). Ele tem 10 dias para informar ao órgão acerca da sua evolução patrimonial. De acordo com o promotor de Justiça, Lucas Bruno Iwakami, há indícios de incompatibilidade entre os valores informados e a evolução patrimonial apresentada.
Diante disso, Lucas Bruno converteu o procedimento preparatório em inquérito civil esta terça-feira (19). O despacho foi publicado no Diário Eletrônico do MPAC.
A abertura do inquérito tem justificativa. O promotor havia dado um prazo de 30 dias para Naudo Ribeiro se explicar, porém nenhuma resposta foi encaminhada à Promotoria de Tarauacá. Com o silêncio do gestor, um novo prazo foi concedido, porém menor.
Caso ele não responda ao MPAC, Naudo Ribeiro pode responder pelo crime tipificado na Lei 7.347/85, que afirma que a recusa, o retardamento ou a omissão de dados técnicos indispensáveis à propositura da ação civil, quando requisitados pelo Ministério Público, podem ensejar em pena de reclusão de 1 a 3 anos, além de multa.
