O custo da estrutura política brasileira voltou ao centro do debate após a circulação de conteúdos que detalham o número de cargos eletivos e assessorias mantidas pelo poder público e estimam cifras bilionárias para sustentar o sistema. A discussão, recorrente em períodos de crise econômica e alta carga tributária, levanta questionamentos sobre a sustentabilidade do modelo atual.
Além do presidente da República e um vice-presidente, o país contabiliza 81 senadores e 513 deputados federais no Congresso Nacional. Nos Estados, são 27 governadores e 27 vice-governadores, acompanhados por 1.059 deputados estaduais. Já nos municípios, o Brasil conta com 5.568 prefeitos, o mesmo número de vice-prefeitos e cerca de 58.818 vereadores, espalhados por todo o território nacional.
Além dos cargos eletivos, chama atenção a quantidade de assessores. Cada senador pode nomear até 54 assessores parlamentares, o que ultrapassa 4 mil cargos apenas no Senado. Na Câmara dos Deputados, cada parlamentar tem direito a cerca de 25 assessores, somando mais de 12 mil servidores. Nos estados, estima-se a existência de aproximadamente 26 mil assessores ligados às assembleias legislativas. Já no âmbito municipal, o número é ainda maior: ultrapassa 600 mil assessores vinculados às câmaras de vereadores e prefeituras.
Com base nesses números, estimativas que circulam no debate público apontam que a manutenção dessa estrutura custaria cerca de R$ 248 mil por minuto aos cofres públicos. O valor equivaleria a aproximadamente R$ 14,8 milhões por hora, R$ 357 milhões por dia, R$ 10,8 bilhões por mês e algo em torno de R$ 130 bilhões por ano.
A conta não para por aí. Soma-se a esse montante o financiamento público dos partidos políticos. O fundo partidário, utilizado para a manutenção das siglas, gira em torno de R$ 1 bilhão por ano. Já o fundo eleitoral, destinado às campanhas, é liberado a cada dois anos e movimenta cifras que ultrapassam R$ 5 bilhões em anos eleitorais.
Especialistas ressaltam que parte desses números envolve estimativas gerais e que os custos variam conforme salários, benefícios, verbas indenizatórias e despesas de funcionamento de cada Poder e esfera administrativa. Ainda assim, o tamanho da máquina pública brasileira é frequentemente citado como um dos fatores que pressionam o orçamento e alimentam a insatisfação da população.
