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POLÍTICA

“Transporte coletivo é um problema de 30 anos”, afirma Bocalom ao comentar crise dos ônibus em Rio Branco

“Transporte coletivo é um problema de 30 anos”, afirma Bocalom ao comentar crise dos ônibus em Rio Branco

O prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom, voltou a comentar nesta segunda-feira, 16, a situação do transporte coletivo da Capital e afirmou que as dificuldades enfrentadas no sistema não são recentes. A declaração foi dada durante agenda oficial realizada pela manhã na cidade.

“O transporte coletivo é um problema que já existe há muitos anos, não é de agora. É um problema que está aí há cerca de 30 anos. Nós estamos tentando equalizar e equacionar essa situação”, afirmou o gestor.

Bocalom destacou que a prefeitura tem buscado alternativas para evitar prejuízos à população e que conta com o apoio técnico da Procuradoria-Geral do Município e da equipe responsável pela gestão do transporte para encontrar soluções para o setor.

O prefeito também ressaltou que o município tem assumido parte significativa dos custos do sistema para garantir que os ônibus da Ricco continuem circulando. Entre as despesas citadas estão o transporte de alunos da rede municipal e o custeio de gratuidades previstas em lei, como o benefício destinado aos idosos.

De acordo com ele, além dessas responsabilidades, o sistema ainda acaba atendendo estudantes de escolas estaduais, federais e particulares, o que aumenta a pressão financeira sobre o serviço.

Outro ponto citado pelo chefe do Executivo foi a manutenção do valor da tarifa mesmo diante do aumento no preço do diesel nos últimos anos. Segundo Bocalom, o combustível praticamente dobrou de valor, mas o reajuste da passagem não foi repassado aos usuários.

A prefeitura também trabalha na preparação de uma nova licitação para o transporte coletivo da capital. A expectativa, segundo o prefeito, é que o processo seja estruturado com regras mais rígidas para garantir melhorias no serviço oferecido à população.

“Nós sonhamos com o dia em que muitas pessoas vão deixar o carro em casa para andar de ônibus, porque vão encontrar qualidade no transporte. É essa qualidade que estamos buscando”, declarou.

Bocalom também comentou que parte das dificuldades enfrentadas atualmente ocorre porque a empresa responsável pela operação do sistema ainda não tem garantia de permanência após o novo processo licitatório, o que acaba reduzindo os investimentos.