..::data e hora::.. 00:00:00
gif banner de site 2565x200px

POLÍTICA

Vice-presidente Leôncio Castro diz que Joabe será lembrado como “político que não tem palavra”

Vice-presidente Leôncio Castro diz que Joabe será lembrado como “político que não tem palavra”

O vice-presidente da Câmara de Rio Branco, vereador Leôncio Castro, subiu o tom contra o presidente Joabe Lira e o acusou, em pleno plenário, na sessão desta terça-feira, 12, de interferir em decisões da Mesa Diretora, desrespeitar acordos internos e enfraquecer a autoridade da vice-presidência.

Em um discurso marcado por acusações de quebra de acordos e desautorização de decisões internas, Leôncio afirmou que vem sendo impedido de exercer plenamente a presidência da Câmara quando assume interinamente o comando da Casa.

“A partir do momento que é desfeita a palavra, acende-se uma luz para as próximas composições dessa Mesa. Quem trai hoje, trai amanhã”, declarou.

O parlamentar ressaltou que, constitucionalmente e conforme o regimento interno, possui autonomia para comandar o Legislativo nos períodos de afastamento do presidente. Segundo ele, no entanto, decisões tomadas durante sua interinidade estariam sendo posteriormente anuladas por Joabe Lira.

“Quando eu estou presidente, eu sou presidente. Agora, simplesmente o presidente viaja e eu não tenho autonomia, porque faço uma coisa e o presidente vai lá e desfaz”, afirmou.

Leôncio também revelou um suposto impasse envolvendo a posse do vereador Hildegardo Pascoal. Segundo o vice-presidente, a nomeação só ocorreu após ele enfrentar resistência de assessores ligados à presidência da Câmara.

“Hoje o vereador Hildegard só está aqui porque eu tive que peitar os assessores do presidente, que não queriam que eu desse posse ao vereador. Já fazia quase 30 dias e ele não assumia”, disse.

O vereador ainda citou o caso envolvendo autorização assinada por ele em favor do vereador Bruno Moraes, que, segundo Leôncio, teria sido posteriormente desfeita pela presidência da Casa.

“O documento do vereador Bruno Moraes foi assinado por mim como presidente. Depois chegaram e desfizeram uma autorização do presidente, sendo que eu era o presidente naquele momento”, criticou.

Castro afirmou que Joabe Lira poderá carregar um desgaste político histórico dentro do Legislativo municipal. “Se o nosso presidente quer deixar esse legado, o legado de não ter palavra, eu tenho apenas que respeitar a decisão dele. Ele vai ser conhecido historicamente por um político que não tem palavra. E o político só é a palavra dele”, pontuou.