A sessão desta terça-feira, 12, na Câmara Municipal de Rio Branco expôs um cenário de desgaste político entre parlamentares e a presidência da Casa. Discussões sobre exonerações de cargos ligados a vereadores e a revogação de uma viagem institucional provocaram troca de acusações, discursos acalorados e elevaram a tensão no Legislativo da capital.
O principal foco do embate envolveu a retirada de cargos vinculados ao grupo político do vereador licenciado João Paulo Silva, atual secretário de Assistência Social e Direitos Humanos do Estado. A situação gerou reação imediata de vereadores aliados, que criticaram a condução interna da presidência da Câmara.
Outro ponto que ampliou o clima de crise foi a suspensão de uma viagem oficial do vereador Bruno Moraes, que participaria de um evento fora do Acre representando o Legislativo municipal.
De acordo com Bruno Moraes, a autorização para o deslocamento havia sido concedida pelo vice-presidente da Casa, Leôncio Castro, durante período em que exercia interinamente a presidência. No entanto, segundo o parlamentar, a decisão acabou sendo anulada posteriormente pelo presidente Joabe Lira.
As decisões administrativas provocaram reação imediata entre vereadores, que passaram a questionar a postura adotada pela presidência. O ambiente no plenário ficou marcado por discursos duros, críticas públicas e acusações de perseguição política dentro da própria base governista.
