Rio Branco, AC, 2 de agosto de 2026 16:33
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Detento monitorado morre após reagir à abordagem policial e tentar atacar sargento com facas em Rio Branco

Homem, que utilizava tornozeleira eletrônica, foi baleado durante intervenção da PM, socorrido pelo SAMU, mas não resistiu aos ferimentos no Pronto-Socorro.

O detento monitorado por tornozeleira eletrônica Jorge André Almeida da Silva, de 33 anos, morreu na madrugada deste sábado (1º) após ser baleado por policiais militares durante uma intervenção na Travessa Paraíba, no bairro Alto Alegre, em Rio Branco. Segundo a Polícia Militar, ele reagiu à abordagem e tentou atacar um sargento da guarnição utilizando duas facas.

De acordo com a ocorrência, a equipe foi acionada pela mãe de Jorge André, que informou possuir uma medida protetiva contra o filho. Ela relatou que ele havia invadido a residência e estava destruindo móveis e outros objetos no interior do imóvel.

Ao chegar ao local, os militares encontraram o homem bastante alterado e agressivo. Inicialmente, os policiais tentaram contê-lo com o uso de uma arma de incapacitação elétrica (Taser) e de um bastão, porém as tentativas não surtiram efeito.

Ainda conforme a PM, Jorge André sacou duas facas e avançou contra um dos policiais, tentando golpeá-lo. Diante da iminente ameaça, os militares efetuaram três disparos para conter a agressão.

O homem foi atingido no peito, na axila esquerda e na região inguinal.

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) enviou uma ambulância de suporte avançado ao local. Após receber os primeiros atendimentos, Jorge André foi encaminhado em estado gravíssimo ao Pronto-Socorro de Rio Branco.

Na unidade hospitalar, ele chegou a ser levado ao centro cirúrgico, mas não resistiu aos ferimentos e morreu durante o atendimento médico.

Segundo a mãe da vítima, Jorge André sofria de transtornos psicológicos e era dependente químico.

A área da intervenção foi isolada para o trabalho da perícia criminal. Após os procedimentos no Pronto-Socorro, o corpo foi removido ao Instituto Médico Legal (IML), onde passará por exames cadavéricos.

O caso será investigado inicialmente pela Equipe de Pronto Emprego (EPE) da Polícia Civil e, posteriormente, pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que apurará as circunstâncias da intervenção policial.