Candidato afirma que diálogo com Governo, prefeituras, deputados e senadores é indispensável para conquistar avanços para profissionais
O Sindicato dos Engenheiros do Acre precisa recuperar sua capacidade de diálogo com o poder público para conseguir avanços concretos para os profissionais. A avaliação é do candidato à presidência da entidade Tião Fonseca, que colocou a interlocução política entre os pilares de sua proposta para o sindicato.
Durante entrevista ao podcast conversa Franca , o ex-presidente da entidade afirmou que sindicatos não podem confundir independência com isolamento.
“Quem não gosta de política vai ser governado pela política”, resumiu.
Para Fonseca, o sindicato precisa manter diálogo permanente com governador, prefeitos, deputados, senadores e demais autoridades responsáveis por decisões que atingem diretamente as carreiras profissionais.
A estratégia, segundo ele, foi utilizada durante seus 15 anos à frente da entidade e contribuiu para conquistas como a implantação da Lei Cartaxo.
“Para ser escutado, é preciso formular”
Tião sustenta que simplesmente cobrar do poder público não é suficiente.
Segundo ele, uma entidade tecnicamente qualificada precisa chegar à mesa de negociação com propostas construídas e capacidade para demonstrar sua viabilidade.
“Para ser escutado, você tem que formular, saber os caminhos e respeitar quem está conversando com você. Se não houver respeito e confiança, não se estabelece nada”, afirmou.
O candidato considera equivocada qualquer estratégia baseada no confronto permanente com os representantes governamentais.
Fonseca citou negociações realizadas em administrações anteriores para argumentar que diferenças políticas não impediram o sindicato de conseguir avanços.
“Nós sentávamos à mesa, negociávamos, convencíamos e construíamos”, declarou.
Poder público concentra mercado da Engenharia
Outro argumento apresentado pelo candidato é a própria realidade econômica acreana.
Segundo Tião, parcela significativa das oportunidades profissionais e empresariais da Engenharia no Estado está relacionada direta ou indiretamente ao setor público.
Governo, prefeituras e órgãos públicos contratam profissionais, elaboram projetos e executam obras de infraestrutura, saneamento, habitação, estradas e outras áreas.
“O setor público é um grande empregador do engenheiro e também das empresas que prestam serviços de Engenharia. Essa é a realidade do Acre”, afirmou.
Por isso, na avaliação de Fonseca, um sindicato sem capacidade de interlocução política perde uma de suas principais ferramentas de defesa profissional.
Caso seja eleito no próximo dia 14, Tião promete recolocar essa articulação entre as prioridades da entidade.
“Temos que ocupar nosso espaço e ter interlocução política. A categoria precisa estar na mesa onde as decisões que atingem os profissionais são tomadas”, concluiu.





