Rio Branco, AC, 27 de agosto de 2026 21:45
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“Sou de direita, não sou radical”, diz Gladson, que vota em Flávio Bolsonaro, mas evita rótulo de bolsonarista

O ex-governador do Acre e candidato ao Senado Gladson Cameli (PP) afirmou que é de direita, mas rejeitou o rótulo de bolsonarista radical. Durante participação no podcast Papo Informal, apresentado pelo jornalista Luciano Tavares, nesta quinta-feira, 27, Gladson declarou que pretende votar em Flávio Bolsonaro para a Presidência da República nas eleições deste ano.

Questionado diretamente sobre sua posição política, o ex-governador foi categórico ao afirmar que não se considera radical.

“Eu sou de direita. Eu não sou radical”, afirmou.

Na sequência, ao ser questionado se votaria em Flávio Bolsonaro, Gladson respondeu: “Voto”.

A declaração veio acompanhada de uma tentativa de explicar sua relação política tanto com a família Bolsonaro quanto com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ao ser questionado sobre quem seria melhor para o Acre, Flávio Bolsonaro ou Lula, Gladson retomou uma declaração anterior em que chamou o atual presidente de “avô do Acre”.

Segundo ele, a expressão não teve caráter ideológico, mas foi uma referência ao período em que Lula esteve à frente do governo federal e aos investimentos destinados ao Estado. “Ele é um avô porque foi presidente três vezes e ajudou muito aqui o Estado do Acre”, afirmou.

Gladson argumentou ainda que não seria possível comparar os resultados dos governos Lula e Bolsonaro apenas pelo viés político, uma vez que o petista teve mais tempo no comando do país. “O Bolsonaro só teve um mandato. Não posso comparar 12 anos com quatro”, disse.

Apesar de afirmar que sempre foi de direita, Gladson também defendeu sua postura institucional enquanto governador. Ele lembrou que recebeu o então presidente Jair Bolsonaro durante seu governo e justificou que um chefe do Executivo estadual precisa manter diálogo com qualquer presidente da República.

“Eu sempre fui de direita. As pessoas falam porque eu recebi o presidente da República. Como é que um governador não vai receber um presidente?”, questionou.

Gladson também foi questionado sobre a declaração de Jair Bolsonaro de que seus candidatos no Acre seriam Mara Rocha e Márcio Bittar. A manifestação ocorreu um dia depois de Gladson declarar que votaria em Flávio Bolsonaro.

O ex-governador afirmou que não se sentiu incomodado com a posição de Bolsonaro. “Nem um minuto. Sem nenhum problema”, respondeu.

Gladson lembrou que, nas eleições anteriores, Bolsonaro também não esteve necessariamente ao seu lado em todas as circunstâncias.

“Se você pegar quatro anos atrás, o Bolsonaro não estava no meu palanque”, afirmou.

Para o candidato ao Senado, a relação entre um governador e o presidente da República precisa estar acima das disputas eleitorais. Gladson disse que, independentemente de quem esteja no comando do Palácio do Planalto ou de qual partido tenha vencido a eleição, continuará procurando o governo federal para garantir recursos para o Acre.

“Independentemente de qualquer situação, presidente de partido A ou partido B, eu vou bater lá na porta para pedir recursos para o Acre, porque o Acre precisa do governo federal”, declarou.