Em um cenário de intensa disputa política e avalanche de conteúdos nas redes sociais, a Justiça Eleitoral decidiu reforçar o combate às fake news nas Eleições 2026. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) reformulou a plataforma Fato ou Boato, criada para reunir checagens e informações oficiais capazes de desmentir conteúdos falsos ou enganosos sobre o processo eleitoral.
A ferramenta ganhou nova identidade visual, estrutura modernizada e mecanismos de proteção aprimorados. A expectativa é tornar mais rápida a consulta a conteúdos verificados e facilitar o acesso do eleitor a informações confiáveis em meio à enxurrada de mensagens que circulam em redes sociais e aplicativos de comunicação.
Criada em setembro de 2020, a plataforma integra o Programa Permanente de Enfrentamento à Desinformação e se tornou uma das principais ferramentas da Justiça Eleitoral para responder a alegações falsas relacionadas às eleições.
A consulta é gratuita e aberta ao público. No Fato ou Boato, o eleitor pode pesquisar checagens e aplicar filtros por categoria, instituição e período. A plataforma também apresenta os conteúdos verificados mais recentes e materiais educativos com orientações para identificar possíveis fake news.
A Justiça Eleitoral recomenda que o eleitor:
verifique quem publicou a informação;
leia a reportagem completa, e não apenas o título;
confira o endereço eletrônico do site;
procure outras fontes confiáveis;
confirme a informação antes de compartilhá-la em grupos e redes sociais.
Urnas eletrônicas no centro da batalha contra a desinformação
Entre os principais alvos das fake news durante as eleições está a urna eletrônica. Por isso, a plataforma reúne uma série de esclarecimentos sobre alegações relacionadas à segurança do equipamento e do sistema eletrônico de votação.
Entre as afirmações já desmentidas estão conteúdos que dizem que as urnas seriam projetadas por empresas privadas ou que estariam sujeitas a ataques externos pela internet ou a supostas invasões internas.
O combate à desinformação não será feito apenas pela Justiça Eleitoral. O programa mantém uma rede de instituições e agências especializadas em checagem de fatos. Participam da iniciativa AFP, Agência Lupa, Aos Fatos, Boatos.org, Comprova, E-farsas, Estadão Verifica, Fato ou Fake, Justiça Eleitoral e UOL Confere.
Segundo o TSE, a parceria busca ampliar a circulação de informações verificadas e ajudar os eleitores a distinguir fatos de conteúdos falsos durante o período eleitoral. A orientação é direta: antes de compartilhar, confira.





