Candidato afirma que acesso à água, tratamento de esgoto, drenagem e resíduos sólidos precisa ser tratado como política de saúde e redução das desigualdades
Garantir água potável na torneira e retirar famílias da convivência diária com esgoto a céu aberto está entre os desafios que Alan Rick (Republicanos) pretende colocar no centro dos investimentos públicos quando eleito governador do Acre. Para o candidato da Coligação Trabalho da Esperança, enfrentar o déficit de saneamento significa atacar, ao mesmo tempo, problemas de saúde, infraestrutura e desigualdade social.
Durante entrevista ao podcast Papo Informal, apresentado pelo jornalista Luciano Tavares, Alan chamou atenção para uma realidade que ainda atinge bairros da capital e municípios do interior: famílias sem acesso adequado à água, redes de esgoto insuficientes e áreas onde a falta de drenagem transforma períodos de chuva em risco para os moradores.
“Você vê a população sofrendo. Gente dizendo: ‘chove aqui e o esgoto entra dentro da minha casa’. Isso é uma indignidade”, afirmou.
Para Alan, superar esse cenário exige uma mudança na forma como o poder público enxerga o saneamento. Ele criticou a cultura política que, durante anos, teria deixado em segundo plano investimentos em redes de água e esgoto por serem obras subterrâneas e, portanto, menos visíveis.
“Durante muito tempo se ouviu falar que não tinha que investir em esgoto porque é dinheiro enterrado, não dá voto. Mas é por causa dessa mentalidade que o Acre está nessa situação de ausência de investimentos em saneamento, água tratada, esgoto tratado e drenagem urbana”, disse.
O candidato defende que a política de saneamento seja planejada de forma integrada. Isso significa não apenas ampliar o abastecimento de água, mas avançar na coleta e tratamento de esgoto, estruturar a drenagem urbana e melhorar a coleta e a destinação dos resíduos sólidos.
A preocupação ganha ainda mais peso diante das metas nacionais de universalização. Até 2033, o país deverá alcançar 99% da população atendida com água potável e 90% com coleta e tratamento de esgoto. Na avaliação de Alan, o Acre precisa acelerar os investimentos para reduzir a distância entre essas metas e a realidade encontrada hoje em diferentes regiões do estado.
Mais do que uma agenda de infraestrutura, Alan trata o saneamento como uma política diretamente ligada à saúde. Água contaminada, esgoto exposto e alagamentos aumentam a vulnerabilidade das famílias e mantêm problemas que poderiam ser evitados com investimentos estruturantes.
É justamente essa lógica que o candidato pretende inverter: priorizar também obras que nem sempre ficam visíveis depois de concluídas, mas que produzem impacto permanente na vida da população. “Temos que enfrentar esse problema e garantir saúde para a nossa população”, concluiu.





