Rio Branco, AC, 9 de setembro de 2026 21:16
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Bocalom apresenta Escudo Rosa e promete usar tecnologia para reforçar proteção às mulheres no Acre

Proteger mulheres em situação de violência não deveria depender de portas que se abrem apenas pela metade. Quando ela decide romper o silêncio, cada minuto importa, cada atendimento pode fazer diferença e cada falha na rede de proteção pode representar um novo risco.

É a partir dessa perspectiva que o candidato ao governo do Acre Tião Bocalom (Federação PSDB/Cidadania) propõe a criação do Programa Escudo Rosa, uma iniciativa que, segundo seu plano de governo, pretende integrar diferentes áreas do poder público para ampliar a proteção às mulheres vítimas de violência.

A proposta parte de uma ideia simples: a mulher não pode ser obrigada a peregrinar de serviço em serviço para encontrar proteção. Segurança pública, Justiça, assistência social e saúde deverão atuar de maneira articulada, desde o primeiro atendimento até o acompanhamento das medidas de proteção.

O programa também prevê ações de prevenção e educação, com o objetivo de enfrentar a violência antes que ela se transforme em mais uma história de medo, silêncio e perda.

Um dos principais eixos do Escudo Rosa é o uso de tecnologia para acompanhar situações de risco. A proposta prevê ferramentas capazes de auxiliar no monitoramento de homens submetidos a medidas protetivas ou identificados como agressores, ampliando a capacidade do Estado de acompanhar os casos.

Na visão apresentada por Bocalom, tecnologia não deve ser apenas sinônimo de câmeras, dados ou sistemas. Ela precisa estar a serviço de pessoas — sobretudo de quem, muitas vezes, precisa de proteção justamente quando está mais vulnerável.

A proposta estadual também se apoia em experiências desenvolvidas durante a gestão de Bocalom na Prefeitura de Rio Branco, especialmente na área de segurança tecnológica. Na capital, o sistema de videomonitoramento foi ampliado com centenas de câmeras e recursos de inteligência artificial para auxiliar na identificação de pessoas e veículos.

Agora, a intenção do candidato é levar essa lógica para uma política específica de proteção às mulheres.

“Nós precisamos fazer a tecnologia trabalhar a favor das mulheres. Não adianta a gente ter uma medida protetiva se não consegue acompanhar o que está acontecendo. Com o Escudo Rosa, nós queremos integrar as instituições, melhorar o atendimento e usar a tecnologia para proteger quem está em situação de risco”, afirma Bocalom.

O programa proposto pelo candidato também coloca a prevenção no centro da estratégia. A ideia é desenvolver ações educativas e de conscientização capazes de enfrentar comportamentos violentos e fortalecer uma cultura de respeito às mulheres.

A proposta pretende, assim, unir três frentes: atendimento, proteção e prevenção.

Mais do que reagir quando a violência já aconteceu, a estratégia defendida por Bocalom busca construir uma rede capaz de identificar riscos, acompanhar casos e oferecer respostas mais rápidas às vítimas.

Bocalom afirma ainda que a valorização das mulheres deve atravessar diferentes áreas da administração pública e da sociedade. Ele cita a presença feminina crescente em segmentos historicamente dominados por homens, como o transporte e a construção civil.