“Os empresários são fundamentais. Não podem ser perseguidos.” A frase do candidato ao governo do Acre Tião Bocalom resumiu o tom da visita que ele fez, na manhã desta segunda-feira, 14, à loja de materiais de construção Barriga Verde, em Rio Branco.
Acompanhado da esposa, Kelen Bocalom, o candidato conversou com trabalhadores e empresários e aproveitou a agenda para defender uma mudança na forma como o Estado trata quem investe, produz e gera empregos.
Para Bocalom, o Acre precisa criar um ambiente em que as empresas tenham condições de crescer. Na avaliação dele, quanto mais os negócios se desenvolvem, maior tende a ser a capacidade de contratação e circulação de dinheiro na economia.

“É preciso criar um ambiente para poderem ganhar dinheiro. Quanto mais dinheiro eles ganham, mais emprego eles geram. E é isso que precisa no Acre”, afirmou.
O anfitrião da visita foi o empresário Rubenir Guerra, que destacou a trajetória de Bocalom como empreendedor e gestor público e lembrou a relação do candidato com o desenvolvimento de Rio Branco.
A Barriga Verde, segundo os participantes do encontro, acumula cerca de quatro décadas de atuação no mercado acreano. Bocalom aproveitou a história da empresa para defender que negócios que começam pequenos podem crescer quando encontram espaço para investir e trabalhar.
“Há 40 anos, então eu sei da luta desde quando começaram, como estão hoje. Para mim, como político que cuidei de gestão em Acrelândia, que cuidei aqui em Rio Branco, a minha felicidade é saber que eles cresceram, se desenvolveram, geraram emprego e continuam crescendo”, disse.
Rubenir também fez elogios ao candidato. “É um exemplo de empreendedor, de trabalhador, e que fez muito aqui por Rio Branco, principalmente aqui na Avenida Ceará, que é a avenida da nossa loja principal”, afirmou.

Bocalom também levou a discussão para um dos problemas que costuma aparecer no debate econômico do Acre: a falta de oportunidades para quem precisa trabalhar.
Segundo ele, muitos trabalhadores acabam deixando o Estado em busca de emprego em outras regiões. “Nossa mão de obra está indo embora porque não tem oportunidade de trabalho”, declarou.
Na avaliação do candidato, o caminho para mudar esse cenário passa pela criação de novas oportunidades dentro do próprio Acre, com incentivo à produção e ao setor privado.
Ele também criticou governos anteriores e afirmou que o Estado ainda não conseguiu criar uma economia capaz de gerar riqueza em escala suficiente. “Infelizmente, nós somos mais pobres. Somos. Mas não é culpa deles. A culpa é dos governos que passaram, criaram ambientes diferentes e não geraram riqueza. Então, agora não. Nosso projeto é gerar riqueza.”
Para o candidato, o desenvolvimento econômico precisa começar pela produção no campo. Ele defendeu o fortalecimento da atividade rural como ponto de partida para movimentar outros setores da economia. “A riqueza começa na terra. É lá que ela se multiplica. E aí, sim, o povo tem dinheiro para comprar mais”, afirmou.
Na visão apresentada por Bocalom, quando o produtor rural tem renda, o dinheiro circula por uma cadeia que envolve comércio, serviços, transporte e outros segmentos.
O candidato citou ainda empresários acreanos que, segundo ele, começaram com estruturas menores e conseguiram construir grandes negócios no Estado. “Eu quero que eles continuem crescendo, assim como meus amigos do Araújo e outros empresários, que nos orgulham como gente que começou lá embaixo, aqui no Acre, e deu certo.”





