Rio Branco, AC, 23 de setembro de 2026 15:58
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Estudantes do Acre que querem ser professores podem ganhar bolsa para atuar em escolas da rede pública

Quem está se preparando para ser professor terá uma nova oportunidade de entrar mais cedo na rotina das escolas públicas. O Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (Pibid) passou a ser oficialmente garantido por lei após a publicação da Lei nº 15.518, de 22 de setembro de 2026, no Diário Oficial da União desta quarta-feira, 23.

Na prática, o programa permite que estudantes de cursos de licenciatura tenham contato com escolas públicas ainda durante a faculdade. Eles poderão participar de atividades de ensino, acompanhar professores e conhecer de perto os desafios enfrentados diariamente dentro das salas de aula.

A medida também pode beneficiar estudantes e escolas do Acre, principalmente por permitir projetos voltados para diferentes realidades encontradas no Estado, como educação do campo, educação indígena, educação especial e educação de jovens e adultos.

Como o programa funciona?

O Pibid é desenvolvido pelo Ministério da Educação (MEC) e pela Capes, em parceria com universidades e redes públicas de ensino.

As universidades que oferecem cursos para formação de professores poderão apresentar projetos para levar seus estudantes às escolas públicas. Esses projetos serão feitos em conjunto com estados e municípios.

Ou seja: o estudante continua na faculdade, mas passa a ter a oportunidade de aprender também dentro da escola, acompanhando o trabalho de professores que já atuam na profissão.

Quem pode receber bolsa?

A nova lei prevê bolsas para diferentes participantes do programa.

Os estudantes de licenciatura recebem a bolsa de iniciação à docência. Já os professores das escolas públicas que acompanham esses universitários podem receber bolsas de supervisão.

Também estão previstas bolsas para professores das universidades que coordenam os projetos e ajudam na organização do programa.

A quantidade de bolsas, porém, dependerá do orçamento disponível e das regras que ainda serão definidas pela Capes.

Acre pode ter projetos voltados para a realidade local

A lei permite que o Pibid desenvolva ações específicas para diferentes tipos de educação. Isso abre espaço para projetos que levem em conta as características do Acre e de suas comunidades.

Entre as áreas previstas estão:

Educação do campo;

Educação escolar indígena;

Educação escolar quilombola;

Educação especial;

Educação bilíngue de surdos;

Educação de jovens e adultos.

Com isso, uma universidade poderá desenvolver projetos específicos para preparar futuros professores para trabalhar em diferentes realidades educacionais.

Estudante vai aprender dentro da escola

Um dos principais objetivos do programa é diminuir a distância entre aquilo que o estudante aprende na universidade e o que ele encontra quando começa a trabalhar como professor.

Durante a participação no Pibid, o universitário poderá acompanhar aulas, conhecer metodologias de ensino, participar de projetos e ajudar a buscar soluções para dificuldades encontradas pelos alunos.

A ideia é que ele chegue ao mercado de trabalho mais familiarizado com a realidade de uma escola pública.

Professores da rede também participam

Os professores que já trabalham nas escolas terão um papel importante. Eles poderão acompanhar os estudantes de licenciatura e ajudar na formação dos futuros colegas de profissão.

A lei também estabelece que o programa deverá valorizar os profissionais da educação, estimular a melhoria do ensino e aproximar universidade e escola.

Com a nova legislação, o Pibid deixa de depender apenas de regulamentações administrativas e passa a ser instituído por lei no âmbito do Ministério da Educação e da Capes.

O programa será avaliado periodicamente pela Capes, que também definirá, conforme o orçamento disponível, a quantidade de bolsas e as regras para participação.