Ex-prefeito de Rio Branco disse ter feito uma campanha “humilde” e criticou valores destinados pelo fundo eleitoral às candidaturas adversárias
O ex-prefeito de Rio Branco e candidato ao Governo do Acre pelo PSDB, Tião Bocalom, encerrou sua participação no debate da TV Acre, Rede Amazônica, na noite desta terça-feira, 29, usando as considerações finais para pedir apoio ao eleitor, destacar sua trajetória política e criticar a diferença de recursos disponíveis para as campanhas. Bocalom afirmou que sua campanha é “humilde” e “sem dinheiro” e comparou os valores que, segundo ele, foram destinados pelo fundo eleitoral às candidaturas de Alan Rick e Mailza Assis.
“Bocalom tem as mãos limpas”, afirmou o candidato ao resumir a mensagem que pretende levar ao eleitor.
Bocalom começou sua fala agradecendo a Deus, à imprensa e aos eleitores que, segundo ele, vêm apoiando sua candidatura. O tucano lembrou que esta é a quarta vez que disputa o Governo do Acre e afirmou acreditar que “o tempo” de sua candidatura chegou.
O candidato também falou sobre as dificuldades enfrentadas em campanhas anteriores e disse que costuma disputar eleições em condições financeiras inferiores às de seus adversários.
“Não é fácil. Todo mundo sabe que eu sempre passei muito apertado, sempre fui muito oprimido nas minhas eleições, mas não tem problema, a gente vai continuar esta luta”, declarou.
Crítica ao fundo eleitoral
O principal ponto político da fala foi a comparação entre os recursos destinados às campanhas.
Bocalom afirmou que o fundo eleitoral teria destinado mais de R$ 15 milhões ao grupo político de Alan Rick e mais de R$ 60 milhões à candidatura de Mailza Assis, considerando, segundo ele, os recursos destinados conjuntamente a deputados e senadores das respectivas alianças.
Sobre sua própria campanha, afirmou que o PSDB teria conseguido pouco mais de R$ 2 milhões.
“Está vendo a diferença do dinheiro? É muito grande”, afirmou.
Os valores mencionados por Bocalom durante o debate são declarações do próprio candidato e consideram, segundo sua fala, recursos destinados não apenas à candidatura ao governo, mas também a integrantes das respectivas alianças.
“Se não roubar, o dinheiro dá”
Ao defender sua candidatura, Bocalom retomou um argumento que já havia utilizado durante o debate: a defesa de uma administração baseada em controle dos recursos públicos.
“Porque o Bocalom tem um projeto. Porque o Bocalom tem as mãos limpas. Porque o Bocalom sempre defendeu produzir para empregar. E se não roubar o dinheiro dá”, afirmou.
O candidato também associou sua trajetória política à defesa da produção como instrumento de geração de empregos e desenvolvimento econômico.
Apoio eleitoral
Na reta final, Bocalom pediu aos eleitores que continuassem apoiando sua campanha e citou os candidatos que declarou apoiar para outros cargos.
O tucano reafirmou seu número de campanha, 45, mencionou Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência citado por ele como seu apoiado, e Eduardo Velloso para o Senado.
Ao concluir, o candidato voltou a destacar a imagem de integridade que pretende associar à própria candidatura. “Bocalom tem as mãos limpas, tem orgulho disso e quero ajudar o Acre”.





