O prefeito de Rio Branco, Alysson Bestene, visitou comerciantes do Calçadão da Benjamin Constant na manhã desta terça-feira, 13, para discutir o andamento das obras de revitalização do Centro da Capital e apresentar os próximos passos da intervenção no local. Durante a agenda, o gestor destacou a importância de ouvir os trabalhadores que atuam na região e afirmou que o projeto busca melhorar a mobilidade, a iluminação, a segurança e as condições de atendimento ao público.
“É importante a gente estar ouvindo os comerciantes locais, sentindo essa rua que é tradição, é histórica, a Benjamin Constant junto com a Quintino Bocaiúva, onde tem um comércio pulsante”, afirmou o prefeito.

A visita foi acompanhada pelos secretários municipais Márcio Pereira, de Articulação Institucional; Cid Ferreira, de Infraestrutura e Mobilidade Urbana; e coronel Ezequiel Bino, de Desenvolvimento Econômico, Turismo, Tecnologia e Inovação. A agenda teve como foco o diálogo com os comerciantes diante da continuidade das obras e da necessidade de organizar espaços provisórios para os trabalhadores que serão afetados pela intervenção.
Segundo o chefe do Executivo, a proposta é recuperar a estrutura urbana da área central e oferecer melhores condições tanto para quem trabalha no comércio quanto para a população que frequenta o local. O prefeito também ressaltou a proximidade do período natalino, tradicionalmente marcado pelo aumento da circulação de consumidores nas lojas e nos corredores comerciais.

“Então, uma área central que precisa estar sempre revitalizada, urbanizada, para atender bem os populares”, declarou.
A intervenção integra um conjunto de projetos previstos para a região central de Rio Branco. Além dos calçadões da Benjamin Constant e da Quintino Bocaiúva, a administração municipal cita a modernização do Mercado Elias Mansour e a construção de um novo Terminal Urbano como parte do planejamento para reorganizar e recuperar áreas importantes da cidade.
Durante a visita, Paulo Araújo, representante da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Mobilidade Urbana (Seinfra), explicou que a próxima fase será concentrada inicialmente na Quintino Bocaiúva. A decisão de avançar nessa área antes de concluir a Benjamin Constant está relacionada à logística da obra, especialmente à necessidade de circulação de máquinas e transporte de materiais.

De acordo com Araújo, a execução da Benjamin Constant será retomada após a conclusão da etapa prevista na Quintino Bocaiúva, evitando que o pavimento recém-recuperado seja danificado pelo tráfego de equipamentos utilizados na intervenção.
A obra tem R$ 1,94 milhão em recursos licitados e contratados. Segundo o representante da Seinfra, há ainda aproximadamente R$ 2,125 milhões previstos para reprogramação. Para a continuidade dos serviços na Benjamin Constant, no trecho em direção ao Terminal Urbano, a estimativa apresentada é de mais R$ 1,8 milhão.

Um dos principais pontos da agenda foi a organização dos trabalhadores que precisarão deixar temporariamente os locais onde exercem suas atividades. Conforme Paulo Araújo, a Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Turismo, Tecnologia e Inovação (SDTI) tem 118 permissionários cadastrados na área da Quintino Bocaiúva.
Para permitir o andamento das obras sem interromper completamente as atividades comerciais, a Prefeitura disponibilizará inicialmente 44 boxes provisórios. O remanejamento será realizado de forma gradual, conforme o cronograma dos serviços e a disponibilidade dos espaços.
A medida busca garantir condições para que os comerciantes continuem trabalhando durante a execução do projeto. O planejamento também pretende reduzir os impactos da intervenção sobre os empreendedores que dependem diariamente do movimento no Centro.
A Prefeitura prevê que a revitalização das duas vias, associada às intervenções no Mercado Elias Mansour e no Terminal Urbano, contribua para reorganizar a circulação de pedestres, melhorar a infraestrutura e renovar espaços tradicionais do comércio de Rio Branco.





