Rio Branco, AC, 21 de outubro de 2026 16:40
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Após morte de gatos na Ufac, reitoria e ativistas preparam plano de proteção animal

Projeto prevê castração, microchipagem, vacinação e adoção responsável; protetoras pedem esclarecimentos sobre a morte dos animais

A morte de gatos encontrados ao lado de um ponto de alimentação no campus da Universidade Federal do Acre (Ufac), em Rio Branco, provocou indignação entre protetoras e reacendeu o debate sobre a proteção dos animais que vivem na instituição. Enquanto cobram esclarecimentos sobre o caso, representantes da causa animal participam da elaboração de um plano para estabelecer medidas permanentes de cuidado e manejo de cães e gatos.

A ativista Simone Pessoa, que auxilia o grupo de protetoras responsável pelos animais no campus e integra a comissão em formação, afirma que o reitor Josimar Batista Ferreira está empenhado na criação de um programa institucional voltado à causa.

Simone também defende que a universidade publique uma nota de repúdio sobre o episódio. Segundo ela, os gatos foram encontrados mortos nas proximidades do local onde as protetoras costumam deixar comida. O caso gerou revolta entre voluntários que contribuem com a alimentação e os cuidados dos animais.

A proposta em elaboração prevê a implantação de um projeto-piloto de manejo ético de cães e gatos abandonados, errantes, comunitários ou sem tutor identificado. Entre as ações previstas estão identificação por microchip, cadastro individual, avaliação clínica, castração, vacinação, recuperação em lares provisórios e campanhas de adoção responsável.

O projeto também deverá estabelecer normas para a circulação e a permanência dos animais nos espaços da universidade, com o objetivo de garantir cuidados contínuos e organizar a convivência no ambiente acadêmico.

Para elaborar as diretrizes, a Ufac está finalizando a composição da Comissão Especial para Políticas e Normativas de Proteção Animal no âmbito da Universidade Federal do Acre (CEPNPA/Ufac), que será formalizada por portaria. O grupo ficará responsável por propor políticas e normas para o controle populacional e a convivência com animais nos campi.

A iniciativa busca transformar o trabalho hoje realizado, em grande parte, por protetoras e voluntários em uma política institucional permanente. O projeto, porém, ainda está em fase de elaboração, e sua implementação dependerá da definição das medidas e dos procedimentos necessários.