Rio Branco, AC, 22 de outubro de 2026 10:06
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Setor madeireiro do Acre foi o mais afetado com tarifaço de Donald Trump, mostra estudo

O pacote de tarifas impostas pelo governo Donald Trump, dos Estados Unidos, contra o Brasil, teve reflexos no Acre. É o que mostra um estudo da Confederação Nacional dos Municípios publicado no começo desta semana. Um dos principais produtos do Acre exportado, a madeira, sofreu queda de US$ 746.979.

Antes do tarifaço, ou seja, no período de agosto de 2024 a julho de 2025, o Acre exportou em madeira US$ 3.024.263. Já no período de agosto de 2025 a julho deste ano, as exportações caíram para US$ 2.277.284. Em real, o prejuízo chega a R$ 5.714.575.

O estudo revela que as maiores retrações em valor exportado no período analisado concentraram-se em cinco setores: as cadeias produtivas do petróleo, café, suco de laranja, ferro-gusa e produtos da silvicultura.

“É importante destacar que, segundo a Apex-Brasil, atualmente somente os produtos relacionados à cadeia da silvicultura seguem sujeitos às sobretaxas americanas. Os outros quatro produtos foram considerados isentos, sendo taxados em um primeiro momento e posteriormente incluídos na lista de exceções. Os resultados sugerem o efeito negativo e de longo prazo das incertezas regulatórias e comerciais”, dizem os pesquisadores.

No Acre, os efeitos do tarifaço de Donald Trump atingem diretamente a cadeira produtiva da madeira de seis cidades acreanas, que juntas representam 27% do que é exportado. A queda nas exportações chega a 67%.

“Em relação aos produtos, os cinco produtos mais afetados pelo tarifaço foram: madeira conífera, outros açúcares de cana, semimanufaturados de ferro/aço, sebo bovino, além de portas e seus caixilhos, acumulando perdas de US$ 1 bilhão (R$ 7,2 bilhões)”, pontuam.