A Polícia Civil do Acre instaurou um procedimento investigativo para apurar o sequestro de um motorista de aplicativo, ocorrido no estado, após criminosos supostamente se identificarem como policiais para abordar e render a vítima. O caso está sendo investigado por equipes da instituição, que trabalham para identificar os envolvidos, esclarecer a dinâmica do crime e reunir provas que possam levar à responsabilização dos autores.
Em nota encaminhada à imprensa, a Polícia Civil informou que o motorista já foi ouvido e que diligências estão em andamento. A investigação também busca esclarecer a procedência da caminhonete utilizada pelos suspeitos, que teria levantado questionamentos por apresentar vínculo anterior com a instituição policial.
Segundo o delegado-geral da Polícia Civil do Acre, Pedro Buzolin, o veículo integrou temporariamente a frota da instituição por meio de uma cessão provisória. Entretanto, a caminhonete foi devolvida ao proprietário em 5 de janeiro de 2024. Por uma falha administrativa, a baixa correspondente não foi realizada no sistema, fazendo com que o registro permanecesse vinculado à Polícia Civil.
A instituição também procurou esclarecer possíveis suspeitas de envolvimento de agentes públicos no episódio. Conforme a nota, a análise das imagens apresentadas pela vítima e de outros registros obtidos durante as investigações não identificou, até o momento, a participação de policiais civis na ação criminosa.
A Polícia Civil ressaltou ainda que não existem elementos que confirmem que os autores do sequestro pertençam a qualquer instituição policial. A apuração continua para esclarecer se os criminosos utilizaram indevidamente a identidade policial como estratégia para facilitar a abordagem da vítima.
Ao final, a instituição reafirmou o compromisso com a legalidade, a transparência e a segurança da população, garantindo que todas as circunstâncias do caso serão rigorosamente investigadas e que os responsáveis serão identificados e responsabilizados conforme determina a legislação.





