Rio Branco, AC, 3 de novembro de 2026 08:45
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Médica assassinada em Brasiléia atuava na rede de saúde do município; tragédia causa comoção e governadora Mailza manifesta pesar

A morte brutal da médica Elyne de Assis Nogueira, de 39 anos, assassinada a tiros na noite da última segunda-feira, 2, em Brasiléia, no interior do Acre, provocou comoção entre moradores, profissionais da saúde e autoridades estaduais. A profissional atuava na rede pública de saúde do município, onde trabalhava na Unidade de Saúde Dr. Ricardo Barbosa da Silva.

A governadora do Acre, Mailza Assis, publicou uma nota de pesar nas redes sociais lamentando o assassinato e manifestando indignação diante da violência. Na manifestação, a chefe do Executivo estadual confirmou que Elyne era servidora da Prefeitura de Brasiléia e destacou sua dedicação ao atendimento da população.

“Uma vida interrompida de forma tão violenta é uma perda irreparável”, escreveu Mailza, que também cobrou rigor na investigação do caso e a responsabilização dos envolvidos.

Como mulher e governadora, Mailza manifestou repúdio ao crime e prestou solidariedade aos familiares, amigos, colegas de profissão e à comunidade de Brasiléia. Ao final da mensagem, pediu que Deus conforte os corações de todos que enfrentam a perda.

Elyne foi assassinada enquanto estava sentada na calçada de um bar, acompanhada de amigos. O estabelecimento fica a poucos metros da sede do 5º Batalhão da Polícia Militar do Alto Acre. A execução foi registrada por câmeras de segurança.

As imagens mostram o momento em que um homem usando capacete se aproxima do grupo, armado com um revólver, e começa a atirar contra a médica. Pelo menos dois disparos são efetuados. Elyne é atingida pelas costas, cai da cadeira e um dos tiros teria acertado a região da cabeça.

O ataque aconteceu diante de outras pessoas que estavam no estabelecimento. Uma criança também presenciou toda a ação criminosa.

Após os disparos, o suspeito fugiu. Até o fechamento desta reportagem, não havia informações oficiais sobre sua identificação ou prisão.

Além de atuar na Unidade de Saúde Dr. Ricardo Barbosa da Silva, Elyne tinha vínculos profissionais registrados na rede de atendimento do município, incluindo o Hospital Raimundo Chaar. Sua trajetória também envolvia atividades de capacitação de profissionais da saúde.

A médica pertencia a uma família tradicional de Brasiléia, conforme informações divulgadas pela imprensa local. A notícia de sua morte repercutiu entre moradores e pessoas que acompanhavam sua atuação profissional.

A motivação do assassinato ainda é desconhecida. A Polícia Civil deverá aprofundar as investigações para identificar o responsável pelos disparos e esclarecer as circunstâncias do homicídio, incluindo possíveis ameaças que a médica teria recebido antes de morrer.