Rio Branco, AC,12 de junho de 2026 08:43
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“Quem falava só em florestania agora planta café”, dispara Bocalom em referência a Jorge Viana

O ex-prefeito de Rio Branco e pré-candidato ao Governo do Acre, Tião Bocalom, voltou a defender o fortalecimento da agricultura como principal caminho para o desenvolvimento econômico do estado e afirmou que o Acre perdeu oportunidades ao não incentivar a cafeicultura nas últimas décadas.

Ao comentar o crescimento da produção de café no Estado, no podcast Papo Informal, inclusive por lideranças políticas que historicamente defendiam a chamada política da “florestania”, Bocalom disse estar satisfeito em ver que a atividade agrícola ganhou espaço no debate sobre o futuro da economia acreana.

“Eu estou feliz com isso. Esse pessoal falava só em florestania. Quando fui secretário de Estado, em 1999, não me deixaram incentivar o plantio de café. Diziam que a riqueza do Acre estava apenas na floresta”, declarou.

Segundo o ex-prefeito, a expansão da cafeicultura em municípios acreanos demonstra que a atividade tem potencial para transformar a realidade econômica das comunidades rurais. Como exemplo, citou relatos recebidos de gestores municipais sobre os impactos positivos da produção.

“Conversei com prefeitos que me disseram que a economia dos seus municípios mudou muito com a chegada do café. Isso mostra que estávamos certos quando defendíamos a agricultura como alternativa de desenvolvimento”, afirmou.

Durante a entrevista, Bocalom observou que figuras políticas que antes defendiam prioritariamente atividades ligadas ao extrativismo hoje também apostam na cafeicultura como vetor de crescimento econômico.

“Fico feliz que agora entenderam que o café é uma grande saída para o Acre. Quem defendia apenas a floresta hoje está plantando café. Isso mostra que o caminho que defendíamos lá atrás estava correto”, destacou.

O pré-candidato também criticou a falta de políticas públicas voltadas ao incentivo da produção agrícola nas últimas décadas. Para ele, o Estado deve assumir o papel de indutor do desenvolvimento, criando condições para ampliar a produção rural e gerar emprego e renda.

“O Estado tem que ser o grande indutor do desenvolvimento. Aqui no Acre não existe outra saída que não passe pelo aproveitamento produtivo da nossa terra. Durante muito tempo fizeram gozação porque eu defendia a agricultura. Hoje todo mundo fala a mesma coisa”, disse.

Bocalom afirmou ainda que, caso o incentivo ao cultivo do café tivesse começado ainda no final da década de 1990, o Acre poderia apresentar indicadores econômicos semelhantes aos de Rondônia, estado que se tornou referência nacional na produção cafeeira.

“Se a gente tivesse plantado café desde 1999, o Acre hoje talvez estivesse como Rondônia, com muito mais carteira assinada e menos Bolsa Família”, declarou.

Ao encerrar o tema, o ex-prefeito reforçou que o fortalecimento da agricultura continua sendo uma das principais bandeiras que pretende defender no debate sobre o futuro do estado. “O Acre precisa produzir mais, gerar empregos e criar oportunidades para sua população. É isso que a agricultura faz quando recebe incentivo e apoio”.