A Polícia Federal rejeitou a segunda proposta de delação premiada apresentada pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, preso em Brasília sob acusação de liderar um esquema de fraudes financeiras estimado em até R$ 12 bilhões.
A decisão foi comunicada aos advogados do empresário na quarta-feira (10) pelos delegados responsáveis pelas negociações do acordo decolaboração.
Desdobramentos
Os investigadores avaliaram que as informações fornecidas pela defesa acrescentavam pouco ao que já foi apurado e mantiveram a suspeita de que o empresário estaria tentando preservar pessoas próximas.
Apesar da nova negativa, as negociações por um acordo de colaboração seguem em curso de forma conjunta entre a PF e a Procuradoria-Geral da República (PGR).
Preso desde 4 de março, Vorcaro é investigado por supostamente liderar uma estrutura de corrupção financeira que teria movimentado bilhões de reais.
Investigação do caso Master
A Polícia Federal apreendeu mais de oito celulares de Daniel Vorcaro e a perícia inicial em parte dos aparelhos revelou indícios de que o esquema investigado vai além das fraudes financeiras.
Segundo as autoridades, as apurações apontam suspeitas de corrupção , organização criminosa e uso de uma milícia privada para monitorar adversários e obter acesso a dados sigilosos.
No mês passado, por determinação da Justiça após pedido da PF, o banqueiro foi transferido para uma cela comum na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília. Desde então, passou a seguir as regras internas da corporação, inclusive para o recebimento de visitas de advogados.
Antes da transferência, o Daniel Vorcaro estava custodiado em uma sala com características de Estado-Maior, a mesma utilizada para manter preso o ex-presidente Jair Bolsonaro entre novembro de 2025 e janeiro deste ano.





