O superintendente municipal de Transportes e Trânsito (RBTrans), coronel Marcos Roberto Coutinho, negou em coletiva de imprensa realizada na manhã desta quarta-feira, 17, no Terminal Urbano de Rio Branco, que a Prefeitura possua débitos em aberto com a empresa Ricco Transportes relacionados à operação atual do sistema de transporte coletivo.
Segundo Coutinho, os pagamentos referentes ao contrato vigente estão sendo realizados regularmente. O impasse, de acordo com ele, envolve um pedido administrativo da empresa relacionado a valores de períodos anteriores, cuja legalidade ainda está sendo analisada pelos órgãos competentes.
“Não é um débito. Hoje estamos com os pagamentos da Ricco em dia. Inclusive, diariamente, está sendo realizado o pagamento da empresa. O que existe é um pleito sobre um pagamento anterior, que está tramitando para verificar se eles têm direito ou não”, explicou.
O superintendente ressaltou ainda que, caso o pedido seja considerado procedente, os recursos não seriam destinados ao pagamento de salários atrasados, mas para o cumprimento de obrigações trabalhistas da empresa.
Coutinho também abordou o processo de substituição da operadora do transporte coletivo. Segundo ele, a Prefeitura já lançou um novo chamamento emergencial para contratação de outra empresa interessada em assumir a operação do serviço na Capital.
“O edital está sendo publicado para que qualquer empresa possa concorrer. Já existem empresas interessadas e realizando suas inscrições por meio do site da Prefeitura”, afirmou.
De acordo com o gestor, a futura contratada terá prazo de até 30 dias para se preparar para assumir o serviço. O contrato atual da Ricco Transportes permanece vigente até o próximo dia 4 de julho.
Questionado sobre a possibilidade de interrupção do transporte coletivo caso não haja definição até o encerramento do contrato, Coutinho descartou qualquer risco.
“Jamais isso vai ocorrer. É um serviço essencial e estamos adotando todas as medidas cabíveis para garantir a continuidade da operação”, garantiu.
Outro tema abordado foi a situação dos trabalhadores da Ricco. Conforme o superintendente, o contrato emergencial prevê mecanismos para que a nova empresa absorva parte dos funcionários atualmente vinculados à operadora, minimizando impactos aos trabalhadores durante a transição.





