A exoneração de Jonathan Xavier Donadoni do comando da Casa Civil, oficializada pela governadora Mailza Assis por meio do Decreto nº 14.905-P, vai além de uma simples troca no primeiro escalão do governo. O momento em que a decisão ocorre e o contexto político que a antecede transformam a saída do principal articulador do governo em um dos movimentos mais emblemáticos da gestão.
A demissão acontece poucos dias após a deputada federal Socorro Neri tornar públicas, durante participação no podcast Papo Informal, críticas à condução política do governo. Na entrevista, a parlamentar afirmou que havia um sentimento de insatisfação não apenas dela, mas também de outros integrantes da classe política, e defendeu que Mailza Assis assumisse de forma mais direta o comando das articulações do Executivo.
Embora o governo não tenha relacionado oficialmente a exoneração às declarações da deputada, a proximidade entre os acontecimentos chamou a atenção dos bastidores políticos. A avaliação entre aliados é de que a saída de Donadoni representa uma resposta às cobranças por uma mudança na condução política do Palácio Rio Branco.
Desde que Mailza assumiu o governo, Jonathan Donadoni era considerado o principal responsável pela articulação política da administração estadual. Também era visto como um dos nomes mais próximos do grupo do ex-governador Gladson Cameli dentro da estrutura governamental, exercendo influência na interlocução com prefeitos, deputados e lideranças políticas.
As críticas à condução da Casa Civil vinham se intensificando nas últimas semanas. Parte da base governista reclamava da falta de diálogo e da prioridade dada a determinados projetos políticos, enquanto cresciam as cobranças para que a governadora imprimisse um estilo próprio de gestão, reduzindo a influência de grupos ligados à administração anterior. Até o momento, o Palácio Rio Branco não detalhou os motivos da exoneração.
Importante: A relação entre as declarações de Socorro Neri e a exoneração de Donadoni é uma análise baseada na sequência dos acontecimentos e em avaliações de bastidores. Não há confirmação oficial de que a decisão tenha sido motivada pelas críticas da parlamentar, por isso o texto trata essa conexão como interpretação política, e não como fato comprovado.





