Rio Branco, AC, 24 de julho de 2026 16:10
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Ex-porta-voz de Tião Viana vê “retrocesso gigantesco” no Acre e alerta: “Estamos longe do subsolo do fundo do poço”

O jornalista Leonildo Rosas, ex-secretário de Comunicação e porta-voz do ex-governador Tião Viana, criticou o cenário político e econômico atual do Acre durante participação no podcast Papo Informal, apresentado pelo jornalista Luciano Tavares, nesta quinta-feira, 23.

Ao avaliar as mudanças ocorridas no Estado desde o período em que integrou o governo Tião Viana, Rosas afirmou que o Acre teria avançado pouco nos últimos anos e, em sua avaliação, vive um processo de retrocesso.

“Muita coisa realmente mudou, mas mudou para pior. O nosso Acre, nesses últimos sete anos e meio, deu uma marcha à ré, um retrocesso gigantesco”, declarou.

Para o jornalista, o cenário atual é agravado pela falta de perspectivas de melhora e pela ausência de debates sobre temas considerados estratégicos para o futuro do Estado. Segundo Rosas, a discussão política teria deixado de lado questões estruturantes para se concentrar em disputas relacionadas ao passado.

“Nós deixamos de debater as questões grandes do nosso Estado, os rumos do nosso Estado”, afirmou.

Rosas também comparou as prioridades do governo Tião Viana com o discurso político atual. Segundo ele, durante a gestão do ex-governador, o conceito de “florestania” deixou de ser o principal eixo do discurso oficial e deu lugar a uma agenda voltada à produção.

O jornalista destacou ainda investimentos e ações relacionados à produção agrícola, citando a distribuição de mudas de café como exemplo de iniciativas que, segundo ele, ajudaram a formar a base da produção cafeeira existente atualmente no Acre.

“A base que a gente vê hoje, industrial, foi construída nos oito anos que o Tião teve”, afirmou.

Ao concluir sua avaliação, Leonildo Rosas adotou um tom pessimista sobre o futuro do Estado. Para ele, o Acre ainda enfrenta um longo caminho para superar os problemas atuais e recuperar uma perspectiva de desenvolvimento.

“O Acre retrocedeu. Eu não vejo ele com perspectiva tão cedo, até porque parece que a nossa população caminha de forma sonâmbula para o abismo. E eu acho que nós ainda estamos longe do subsolo do fundo do poço”, declarou.