Durante participação no podcast Papo Informal, o jornalista Leonildo Rosas relembrou os bastidores da Operação G7 e afirmou que o então vice-governador César Messias demonstrou lealdade ao governo de Tião Viana ao se recusar a exonerar integrantes da equipe durante o período de crise. Segundo Rosas, Messias teria deixado claro que não tomaria nenhuma decisão contra a vontade do governador: “Eu não estou aqui para fazer aquilo que o Tião não faria”.
Segundo Rosas, naquele período, a primeira reação da equipe de governo foi defender a integridade e a honra dos integrantes da administração. Ele afirmou que o grupo não se curvou diante das acusações porque acreditava na idoneidade das pessoas que faziam parte do governo.
“A primeira coisa que nós fizemos foi defender a integridade e a honra do nosso governo. A gente não se curvou diante dessa alteração, porque nós sabíamos e tínhamos a certeza de que nós trabalhávamos com pessoas de honra, pessoas dignas”, relatou.
Rosas contou que, por orientação de Tião Viana, foi publicada uma nota pública nos veículos de comunicação em defesa da equipe. O jornalista afirmou ainda que Sérgio Petecão e Fernando Melo ingressaram com uma ação judicial contra ele e que chegou a ser condenado, mas a Procuradoria-Geral do Estado (PGE) conseguiu reverter a decisão.
Ao relembrar o episódio, Rosas fez uma distinção entre a Operação G7 e o caso Ptolomeu. Segundo ele, a G7 teria envolvido empresários que buscavam atingir politicamente o governo, enquanto o caso Ptolomeu, em sua avaliação, teria surgido dentro da própria estrutura governamental.
“Eu fico muito triste e chateado quando as pessoas querem comparar Ptolomeu com a G7”, afirmou.
O jornalista também relatou um episódio ocorrido durante uma viagem de Tião Viana, quando César Messias assumiu temporariamente o comando do Governo do Estado. De acordo com Rosas, algumas pessoas chegaram ao então vice-governador levando decretos de exoneração de integrantes da equipe de governo e sugerindo que os secretários fossem afastados.
César Messias, segundo o relato, teria questionado se Tião Viana havia sido consultado sobre as exonerações. Diante da resposta negativa, decidiu não assinar os decretos.
“Conversaram com o Tião? Não? Então não. Porque eu não estou aqui para fazer aquilo que o Tião não faria. Se o Tião confiou no governo, confio no governo”, teria respondido César Messias, conforme a lembrança de Leonildo Rosas.
Ainda segundo o jornalista, os integrantes da equipe acabaram sendo exonerados posteriormente por razões que, de acordo com seu relato, não estavam relacionadas à honra dos envolvidos. Rosas afirmou também que, cerca de dez anos depois, os acusados foram absolvidos.





