Uma decisão nacional, do presidente do MDB deputado federal Baleia Rossi, tomada durante convenção na última segunda-feira (28), libera os diretórios estaduais para fazerem suas alianças. O partido também decidiu que ficará neutro quanto ao apoio a candidatos a presidente da República.
No Acre, o partido deve apoiar, por tabela, o senador Flávio Bolsonaro (PL), que é o presidenciável da governadora Mailza Assis (PP). A emedebista Jéssica Sales será a vice de Mailza nessas eleições. Mailza também tem em sua chapa o senador Marcio Bittar. Ele é do mesmo partido de Flávio.
Segundo o MDB, a prioridade das cúpulas nos estados será formar alianças locais para ajudar a eleger governadores, senadores, deputados federais e estaduais emedebistas.
“A liberação nacional acaba unindo e pacificando, deixando o partido mais forte para que nos estados tenha um resultado bastante positivo”, disse o presidente nacional do MDB, deputado federal Baleia Rossi (SP). Ele é candidato à reeleição na Casa.
A decisão pela neutralidade se dá diante da fragmentação do apoio do partido já existente nos estados. No Nordeste e no Norte, uma parcela da sigla deve endossar a reeleição de Lula (PT), enquanto outra deve se alinhar ao pré-candidato do PL ao cargo, o senador Flávio Bolsonaro (RJ), principalmente no Sul e Centro-Oeste.
Em comunicado, o MDB disse que é preciso “compreender a realidade e o histórico eleitoral de cada estado” e que a neutralidade foi adotada mirando o “fortalecimento das bases estaduais para garantir resultados positivos em todo o país”.
“O MDB é um partido cujo estatuto respeita a força dos diretórios estaduais obtida no último pleito, sobretudo refletindo o resultado da última eleição para a chapa majoritária. Em suma, quem tem mais votos do eleitor comum tem mais força interna”, afirma a nota à imprensa.
Durante a convenção nacional, realizada de forma online, também foram oficializados candidatos do MDB em 24 estados.
Candidatos do MDB nos estados
Acre: Jéssica Sales (vice-governadora)
Alagoas: Renan Filho (governador); Renan Calheiros e Dr. Vanderlei (senador)
Amapá: Acácio Favacho (senador)
Amazonas: Eduardo Braga (reeleição ao Senado)
Bahia: Geraldo Júnior (reeleição como vice-governador)
Ceará: Eunício Oliveira (senador)
Espírito Santo: Ricardo Ferraço (reeleição ao governo); Rose de Freitas (senadora)
Goiás: Daniel Vilela (reeleição ao Governo); Zacarias (senador)
Maranhão: Orleans Brandão (governador); Roseana Sarney (senador)
Mato Grosso: Janaína Riva (senadora)
Minas Gerais: Gabriel Azevedo (governador)
Pará: Hana Ghasan (reeleição ao Governo); Helder Barbalho (senador)
Paraíba: Cícero Lucena (governador); Veneziano Vital do Rêgo (reeleição ao Senado) e André Gadelha (senador)
Paraná: Rafael Greca (Governador); Alvaro Dias (senador)
Piauí: Marcelo Castro (reeleição ao Senado)
Rio de Janeiro: Jane Reis (vice-governadora)
Rio Grande do Sul: Gabriel Souza (governador); Germano Rigotto (senador)
Rio Grande do Norte: Hermano Morais (vice-governador)
Roraima: Teresa Surita (senador)
Rondônia: Pedro Abib (governador); Confúcio Moura (reeleição ao Senado)
Santa Catarina: Carlos Chiodini (vice-governador); Antídio Lunelli (senador)
Sergipe: Alessandro Vieira (reeleição ao Senado)
São Paulo: Felício Ramuth (vice-governador)
Tocantins: Amélio Cayres (vice-governador); Alexandre Guimarães (senador)





