Rio Branco, AC, 16 de outubro de 2026 10:20
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A depender do resultado das eleições Mailza e Alan terão um novo encontro marcado para 2030

A política não é uma ciência exata e muito menos lógica. No entanto, se as pesquisas do Segundo Turno das eleições de 2026 se confirmarem nas urnas, os candidatos Mailza Assis (PP) e Alan Rick (Republicanos) poderão ter uma nova disputa majoritária no radar em 2030.

Na hipótese de Mailza se tornar governadora para um novo mandato de quatro anos não poderá sair para reeleição por já ter ocupado o cargo por nove meses, em 2026. A tendência é que se candidate ao Senado nas próximas eleições. Por outro lado, nesse mesmo ano Alan concluirá o seu mandato de senador e naturalmente tentará a reeleição em 2030.

Claro que todas essas hipóteses precisam da anuência de vossa excelência o eleitor que escolherá o novo governador ou governadora do Acre, no próximo dia 25. Mas a possibilidade de um encontro marcado entre Mailza em Alan por uma vaga do Senado, em 2030, é muito possível.

Mailza já foi senadora ocupando a vaga de Gladson Cameli (PP) eleito governador em 2018. Fez um mandato de destaque mandando recursos para o governo e as prefeituras do estado. E uma intransigente defesa das mulheres na política. Alan venceu em 2022 enfrentando candidatos com muito mais estruturas. Também teve uma atuação destacada nos seus primeiros quatro anos como senador.

Assim a perspectiva de uma nova disputa entre eles estará no radar durante os próximos quatro anos. E isso é muito bom para o estado. Obviamente que Mailza, se vencer, não vai querer fazer uma boa gestão do estado só pensando numa próxima eleição. Mas a possibilidade de voltar para o Senado não deixa de ser mais um incentivo para a continuidade da sua vida política.

Alan também terá motivos para otimizar o seu mandato de senador, caso perca as atuais eleições. Um dos seus principais projetos está relacionado ao saneamento básico. Mas se não for executivo precisará dos prefeitos e da própria possível governadora para implementar esse seu projeto.

Se continuar senador Alan necessitará do poder executivo estadual para direcionar muitas das suas ações. Esse pode ser, inclusive, um motivo para que o senador e a governadora possam “fumar o cachimbo da paz” num futuro próximo. Mailza precisará do apoio de todos os parlamentares federais para fazer uma gestão que beneficie toda a população do Acre.

Agora, no meio do caminho sempre tem uma pedra, como dizia o poeta Carlos Drummond de Andrade. E essa pedra será a eleição municipal de 2028. Mailza e Alan poderão se fortalecerem ou se enfraquecerem dependendo do número de prefeitos e prefeitas que consigam ajudar a se elegerem.

Mas aí alguém pode me perguntar: e o Gladson Cameli (PP) como entra nessa equação? Se ele conseguir resolver as suas questões jurídicas não tenho dúvidas que será candidato a governador em 2030. Durante a sua gestão o Gladson repetiu muitas vezes a frase: ” estou adorando ser governador”. E se puder será um candidato forte.

Eu costumo dizer que no Acre política é assunto popular. Uma eleição nem acabou e o povo já está discutindo as próximas. Mas ressaltando mais uma vez o meu respeito pela escolha livre e soberana dos eleitores acreanos no dia 25, essa disputa entre Mailza e Alan poderá ainda ter muitos capítulos.