Quase todas as “questionadas” pesquisas até agora indicam que haverá um Segundo Turno na disputa para o Governo do Acre. Mas mesmo assim os três mais bem colocados candidatos continuam afirmando que vencerão no Primeiro Turno. Isso aparentemente é absurdo, mas pode acontecer.
Eu já participei de várias coberturas jornalísticas de eleições no estado e existe uma frase que sempre se repete em parte do eleitorado acreano: “eu não quero perder o meu voto”. Isso significa que algumas pessoas acham que votar no vencedor é ganhar o voto e, consequentemente, nos perdedores é jogar o voto fora.
É nesse sentido que se houver uma grande polarização entre dois candidatos a tendência é aqueles que estão atrás diminuírem ainda mais as suas votações. Por isso as pesquisas publicadas terão ainda mais importância na reta final da disputa. Os que estiverem em terceiro e quarto lugar poderão “amargar” uma perda significativa de votos para os dois primeiros.
A Pesquisa Quaest publicada nessa segunda, 28, já mostra essa tendência de polarização influenciando as votações dos outros candidatos na corrida presidencial. Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) aumentaram as intenções de votos enquanto toda chamada “terceira via” perdeu quatro pontos percentuais.
Um quadro que poderá se repetir no Acre na disputa pelo governo. Ainda mais que em todas as pesquisas publicadas por aqui o número de indecisos para o governo é significativo. Entre esses a tendência de votar em quem está à frente é ainda mais forte.
Então se essa polarização entre os que lideram as pesquisas crescer poderá determinar um vencedor em Primeiro Turno. Falta uma semana para a votação e, nessa fase decisiva, cada segundo contará como a eternidade para os candidatos.
Até agora Mailza Assis (PP) e Alan Rick (Republicanos) lideraram todas as tendências de votos reveladas nas pesquisas depois do início da campanha oficial. Bocalom (PSDB) vem em terceiro e terá que reagir nessas mesmas pesquisas que ele “desacredita” para manter o sonho de ser governador do Acre. Mesmo porque numa eleição o resultado previsível é só mesmo aquele que estará nas urnas no dia 4 de outubro.
Eu particularmente não endosso nenhuma pesquisa, seja de que instituto for. Mas aquelas que são autorizadas pelo TRE para divulgação têm um efeito publicitário muito forte no inconsciente dos eleitores.
Quero deixar claro que na minha visão essa história de “ganhar” ou “perder” voto é um absurdo. Os eleitores devem escolher os candidatos e candidatas que acreditem terem condições de resolver os problemas do Acre. Sobretudo, que tenham um plano de governo real capaz de diminuir as diferenças sociais do estado. Deve-se votar em quem se acredita e, se nenhum conseguir a maioria absoluta, que venha o Segundo Turno para que se possa aprofundar o debate.
Mas quem manda na festa da democracia é “vossa excelência” o eleitor. Assim é bom que os marqueteiros saiam dos seus tronos para irem às ruas sentirem a temperatura entre aqueles que vão decretar a vitória ou a derrota dos postulantes ao Palácio Rio Branco. Porque a Balsa para Manacapuru poderá sair da Gameleira antes do esperado.





