Rio Branco, AC, 5 de agosto de 2026 15:19

Elas chegaram

Pela primeira vez na história, o Acre tem uma chapa ao governo formada por duas mulheres. Independentemente do resultado das urnas, Mailza e Jéssica já garantiram um lugar na história política do Estado. E mostraram que protagonismo feminino não cabe mais no rodapé.

Até o GPS travou

A convenção de Mailza Assis e Jéssica Sales teve um efeito colateral inesperado. O trânsito ficou tão intenso que, por algumas horas, parecia que Rio Branco inteira resolveu ir ao Sesc Bosque. O Waze pirou buscando lugar pra estacionar. Teve gente que chegou antes da festa começar e entrou quando já procuravam a sobremesa.

Política é visual

Entre um aperto de mão e outro, o veterano jornalista Altino Machado, observador da política acreana e nacional, resumiu a noite: “Política é visual”. Traduzindo para o português claro, multidão também fala. E, quando fala alto, ninguém finge que não ouviu.

Primeiro turno

Pesquisa AtlasIntel vdivulgada em agosto colocou Flávio Bolsonaro com 51% das intenções de voto para presidente no Acre, enquanto Lula aparece com 26,6%. Se o Acre tivesse o peso de São Paulo mais os Estados do Sul, a eleição acabaria no primeiro turno. Como pesa muito pouco, os candidatos ainda vão gastar muita sola de sapato.

Três por duas

A disputa pelas duas vagas ao Senado está daquele jeito que faz estatístico pedir calculadora nova. A AtlasIntel avalia que Márcio Bittar, Gladson Cameli e Mara Rocha aparecem embolados na frente, separados por poucos pontos. Em empate técnico, até o cafezinho fica indeciso.

Cada voto conta

Quando a diferença entre os primeiros colocados cabe dentro da margem de erro, ninguém pode tirar o pé do acelerador. Em ano de eleição, um aperto de mão vale ouro e um voto continua valendo… um voto.

Maratona federal

Os candidatos à Câmara Federal descobriram que o Acre ficou maior. Em um único dia, prometem tomar café no Alto Acre, almoçar no Purus, lanchar no Juruá e jantar em Rio Branco. Só não explicam onde vão encaixar o sono.

Apesar de…

O deputado Coronel Ulysses quis elogiar a chapa de Mailza Assis e Jéssica Sales, mas acabou tropeçando na própria frase. Ao dizer que as duas eram competentes “apesar de serem mulheres”, descobriu que, em política, às vezes um “apesar” pesa mais que um discurso inteiro.

Marcha à ré

A repercussão foi tão rápida que nem deu tempo de esfriar o cafezinho. Horas depois, Coronel Ulysses gravou vídeo pedindo desculpas a Mailza, Jéssica e às mulheres que se sentiram ofendidas. Em campanha, tem declaração que já sai com marcha à ré engatada.

Lição de português

A convenção acabou deixando uma lição involuntária para os candidatos. Entre o sujeito e o predicado, mora um assessor de imprensa rezando para ninguém inventar um “apesar de”. Em ano eleitoral, uma palavra fora do lugar faz mais barulho que um trio elétrico.

Assur mudou de função

O engenheiro Assurbanipal Mesquita perdeu o prazo de filiação e viu escapar a chance de disputar uma cadeira na Assembleia Legislativa. Mas quem pensou que ele ficaria no banco de reservas se enganou.

Ex-secretário de Ciência e Tecnologia, Assur trocou o palanque de candidato pela prancheta de estrategista e agora reforça a coordenação da campanha à reeleição da governadora Mailza Assis.

Aliás, quem esteve por lá garante que Assur balançava o pau da bandeira com tanto entusiasmo que parecia querer testar a resistência do mastro. Era animação de quem acredita no projeto e faz campanha com gosto.

Querido, afável, competente e daqueles que resolvem mais do que reclamam, Assur deixou saudades na pasta que comandou por alguns anos. Agora, segue servindo ao grupo em outra missão, provando que, às vezes, mudar de função é só uma forma diferente de continuar fazendo a diferença.