As farmácias do Acre amanheceram com um problema sério. Dizem que o estoque de Rivotril acabou. Também pudera.
Faltando poucos dias para a urna, tem candidato tomando calmante, assessor tomando café e cabo eleitoral tomando satisfação.
Leite derramado
Agora não adianta mais choro nem vela. O que tinha de ser dito já foi dito, o que tinha de ser prometido já foi prometido e quem ainda não decidiu que trate de decidir logo, porque até a balsa já tá pronta.
Viagem garantida
Aliás, a tradicional balsa dos derrotados já está chegando ao porto da Gameleira. Destino: Manacapuru. A embarcação eleitoral costuma aparecer no fim da festa para transportar aqueles que descobriram tarde demais que pesquisa não é urna, promessa não é voto e rede social não substitui plano de governo.
A hora da conta
A eleição está chegando ao fim e agora não adianta candidato querer consertar a campanha na última semana. É como descobrir que esqueceu o açúcar quando o café já foi servido.
Alan e o diploma
Alan Rick gastou uma quantidade considerável de energia eleitoral discutindo o diploma da principal adversária. A pergunta que ficou foi simples: enquanto procurava o diploma dos outros, quem estava procurando o plano de governo dele? Porque eleição para governador exige mais que certificado. Tem hospital, escola, estrada, segurança, orçamento e uma coisinha chamada governo.
Auditoria geral
Nas redes sociais, Alan prometeu começar auditando tudo, rever contratos, demitir comissionados e dispensar terceirizados. Era tanta gente sendo demitida antes da posse que faltou pouco para o Diário Oficial publicar a própria demissão. O eleitor talvez tenha ficado apenas com uma dúvida: depois da faxina, quem sobraria para governar?
Novo modelo
Também apareceu a promessa de uma nova forma de governar, um novo modelo de gestão e um Acre sem corrupção. A parte do “novo modelo” chamou atenção. Só faltou apresentar o manual de instruções.
Acordo de pai pra filho
A bem da verdade, se não fosse o tal de Acordo de Não Persecução Penal (ANPP), Alan Rick poderia ter perdido o mandato e estar preso. Ele confessou que desviou mais de 480 mil reais da campanha de um candidato para a sua própria campanha em 2018, quando foi eleito deputado federal. Em qualquer lugar do mundo isso dá cana brava. Mas, no Brasil o cara confessa o crime, devolve o dinheiro e fica tudo bem.
Mulher e mãe atípica
Mailza enfrentou a campanha como mulher, mãe e mãe atípica, tendo pela frente três marmanjos dispostos a não lhe dar sossego. Apanhou de um lado, respondeu de outro e seguiu andando. Na política, às vezes a maior demonstração de força é não deixar que o adversário escolha o seu roteiro.
Sargento de volta ao quartel
Sargento Cadmiel, que já foi tucano e agora está no PL de Bolsonaro, aparece, segundo pesquisa interna citada por seus apoiadores, entre os nomes competitivos para retornar à Aleac. A tropa, dizem, está mobilizada: Polícia Militar, Bombeiros, associações militares, Assembleia de Deus e a tradicional base de Feijó.
O homem está fazendo campanha como quem conhece o caminho de volta. Se der certo, a Assembleia ganha um velho conhecido.
Rumo à promoção
O vereador Samir Bestene também aparece, segundo informação de pesquisa interna de seu grupo de apoiadores, entre os três nomes mais bem colocados para a Assembleia Legislativa.
Depois de dois mandatos trabalhando no Legislativo municipal, ele tenta convencer o eleitor de que ainda tem muito serviço para entregar.
Mirla e as Upinhas
Mirla Miranda recebeu, conforme os dados de prestação de contas da campanha, quase R$ 2 milhões do fundo partidário e passou boa parte da campanha falando das Upinhas. A coluna só lamenta que a campanha esteja acabando. Porque, pelo jeito, até a balsa já vai sair com atendimento médico.
O sobrinho
E tem mais uma informação na prestação de contas que merece atenção: segundo os dados encaminhados à coluna, aparece uma transferência de R$ 150 mil para um sobrinho. Parente é uma coisa bonita. Principalmente quando também entende de transferência bancária.
Última chamada
Aos candidatos que ainda estão tentando virar o jogo: calma. Não é hora de inventar moda. Agora é voto, urna e silêncio. E para quem não gostar do resultado, a balsa está logo ali. Manacapuru fica no Amazonas. E dizem que a viagem é ótima para quem precisa refletir sobre os próprios erros de campanha.
Deu ruim
Condenada à morte, uma mulher sobreviveu à injeção letal.
A execução estava marcada, a injeção foi aplicada e, mesmo assim, a mulher continuou viva.
Pelo jeito, até a morte tem seus imprevistos. Só não vale copiar a Justiça Eleitoral e pedir para remarcar a eleição.





