Em discurso durante encontro de obreiros da Assembleia de Deus de Rio Branco, o senador Marcio Bittar, do PL, pré-candidato à reeleição, disse que Jair Bolsonaro foi “ungindo e levantando por Deus” para ser presidente da República.
Bittar, que se converteu evangélico em julho de 2025 em culto na Assembleia de Deus de Madureira, usou palavras do meio cristão para se dirigir a pastores, evangelistas, presbíteros, diáconos, missionários e missionárias assembleianas.
“Um verdadeiro cristão, ele não pode se calar diante das injustiças. Deus levantou um homem no Brasil contra todas as possibilidades, porque foi Deus que o levantou. Ele não tinha partido político, ele não tinha dinheiro, ele não tinha estruturas regionais, mas como ele foi ungido por Deus, ele passou por cima de todas as dificuldades e se elegeu presidente. E o senhor disse, ele hoje está pagando por ter se colocado contra o sistema”, declarou.
De presidente a preso por tentativa de golpe
Bolsonaro cumpre desde novembro do ano passado a pena de 27 anos e três meses de prisão por ter sido considerado líder de uma organização criminosa que tentou dar um golpe de estado em 2022 para mantê-lo no poder mesmo após a derrota nas eleições de 2022.
A prisão domiciliar foi concedida por Moraes em março e pelo prazo de 90 dias. O ministro considerou que o estado de saúde do ex-presidente, que enfrentava um quadro de broncopneumonia e teve que ser internado num hospital particular de Brasília, justificava a medida. O benefício também teve aval da Procuradoria-Geral da República.
Antes da prisão domiciliar, Bolsonaro ficou preso na Superintendência da Polícia Federal e, em 15 de janeiro deste ano, foi transferido para uma sala de Estado-Maior localizada no 19º Batalhão da Polícia Militar, no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília.




