Morador da Travessa da Invasão, no bairro Belo Jardim I, em Rio Branco, o cadeirante Cláudio Balduíno da Silva enfrenta diariamente dificuldades para sair de casa devido às condições da rua onde mora. Segundo ele, o problema se arrasta há aproximadamente seis meses e pode se tornar ainda mais grave com a chegada do período chuvoso.
Cláudio relata que já procurou a Prefeitura de Rio Branco em busca de uma solução para a situação da via. De acordo com o morador, um ofício chegou a ser encaminhado informando que uma máquina seria disponibilizada para realizar serviços de recuperação da rua.
A promessa, porém, segundo ele, não saiu do papel. “Já fui até na Prefeitura. Mandaram um ofício para mim dizendo que iam liberar a patrol, essas coisas, para a gente arrumar a rua. Até hoje, nada”, afirmou.
Para quem utiliza cadeira de rodas, as dificuldades são ainda maiores. Buracos, irregularidades e a falta de condições adequadas de circulação tornam o deslocamento uma tarefa difícil mesmo durante o período de estiagem.
O problema já teria afetado diretamente o acesso de Cláudio a serviços de saúde. Ele afirma que perdeu quatro consultas na Fundação Hospitalar por não conseguir deixar sua residência com segurança.
“Já perdi quatro consultas na Fundação por causa dessa situação. Não está nem chovendo ainda. Se estivesse chovendo mesmo, no inverno, como é que eu faço?”, questionou.
A preocupação do morador é justamente com a chegada das chuvas. Se a rua já apresenta dificuldades no período seco, Cláudio teme que o acesso à sua residência fique ainda mais complicado quando o solo estiver encharcado.
Além da questão da mobilidade, a denúncia chama atenção para o direito de acesso a serviços essenciais, especialmente no caso de uma pessoa com deficiência que depende de condições mínimas de infraestrutura para se deslocar.
Silva pede que as autoridades responsáveis olhem para a situação da Travessa da Invasão, antes que o período chuvoso torne o problema ainda mais grave.





