Rio Branco, AC, 5 de julho de 2026 15:24
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Mais 13 lhamas morrem no Acre; ONG reforça que continuará cuidando dos animais até decisão da Justiça

A morte de mais 13 lhamas apreendidas em uma fiscalização na BR-364 agravou a situação do rebanho que está sob os cuidados da ONG Patinha Carente, em Rio Branco. Com os novos óbitos, a entidade divulgou uma nota de esclarecimento na qual afirma que aceitou receber os animais em caráter emergencial para evitar que eles fossem abatidos.

Segundo a associação, na madrugada do dia 20 de maio, a entidade recebeu um pedido urgente da Polícia Federal para acolher as lhamas apreendidas. De acordo com a ONG, foi informada de que, caso nenhuma instituição aceitasse recebê-las, o destino mais provável dos animais seria o abate, alternativa que estaria sendo considerada pelos órgãos responsáveis devido à falta de um local apropriado para mantê-los.

A Patinha Carente ressaltou que nunca teve experiência com animais exóticos e que não possui estrutura específica para esse tipo de espécie. Ainda assim, decidiu assumir a responsabilidade para tentar preservar a vida dos animais.

Na nota, a ONG informou que três lhamas morreram no próprio dia da chegada, em razão das condições em que foram transportadas e entregues. Desde então, outros óbitos foram registrados, totalizando mais 13 mortes recentes, enquanto os casos seguem sendo acompanhados pelo Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Acre (Idaf) e pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

A entidade também afirmou que órgãos como o Idaf, o Mapa e o Ministério Público Federal defenderam o abate sanitário como uma das alternativas para solucionar o caso. No entanto, a associação reiterou que permanece contrária a essa medida e que continuará buscando alternativas para preservar a vida dos animais, dentro dos critérios técnicos e legais.

Outro ponto destacado pela ONG é que as lhamas não são adaptadas às altas temperaturas da região amazônica, fator que pode estar contribuindo para o agravamento do estado de saúde dos animais. A entidade informou ainda que, desde o início, defende o retorno do rebanho ao Peru, considerado seu habitat de origem, mas afirma que essa possibilidade ainda não foi autorizada pelos órgãos competentes.

A Patinha Carente negou as acusações de abandono e falta de assistência, afirmando que voluntários realizam diariamente o manejo, alimentação, limpeza, medicação e acompanhamento veterinário possível. Segundo a associação, os primeiros custos foram integralmente cobertos por doações.

Por fim, a ONG informou que aguarda uma decisão da Justiça sobre o destino definitivo das lhamas e reafirmou que continuará prestando assistência aos animais enquanto o processo estiver em andamento.