Rio Branco, AC,11 de junho de 2026 19:40
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Mesmo com dilatação, grávida é dispensada da Maternidade de Cruzeiro do Sul e irmãs acabam fazendo o parto em casa

A família da dona de casa Maria Antônia Silva de Souza, de 26 anos, procurou o Notícias da Hora nesta quarta-feira (5/11) para denunciar um fato ocorrido na última terça-feira, dia 4.

Grávida de nove meses, a moradora do bairro São José, em Cruzeiro do Sul, procurou a Maternidade do Hospital Regional, após sentir fortes dores na segunda-feira, dia 3. Ao ser analisada por um profissional médico, Maria apresentou dilatação de 4cm, porém foi dispensada para ir para casa, na terça.

Ao chegar em casa, a jovem entrou em trabalho de parto, sendo assistida pela irmã Maria Elisângela Silva de Souza.

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“Ela dormiu na maternidade, eles mandaram ela ir para casa. Quando foi umas 9h30 para 10 horas da manhã, ela chegou em casa. Quando foi 1h55 da tarde, a neném nasceu. Falta de responsabilidade. Ela estava com 4cm dilatado. Eles disseram que ela não ia ganhar neném, mandaram ela ir para casa. Ela dizia: ‘não quero ir para casa, a minha filha vai nascer e eu não vou conseguir ter ela’. Se a gente não fizesse o parto dela, ia morrer ela e a criança. A criança estava com o cordão umbilical no pescoço e ficou difícil para a gente”, conta a Maria Elisângela.

“A criança passou uns dois minutos imprensada. A criança nasceu roxa. Quase que ela não conseguia chorar. Fizemos o possível para fazer o parto dela. A ambulância [Samu] passou 45 minutos para chegar. Se fosse esperar, a criança e a minha irmã tinham morrido por falta de responsabilidade dessa Maternidade de Cruzeiro do Sul”, relata.

Maria Elisângela, que está grávida de cinco meses, contou abalada, que teme pela vida, após a experiência de ter que fazer o parto da irmã. “Fico muito triste por causa que eles não têm responsabilidade para contratar pessoas que têm responsabilidade para trabalhar”.