Rio Branco, AC, 3 de novembro de 2026 08:59
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Novembro Azul: câncer de próstata mata 50 homens por dia no Brasil; diagnóstico precoce pode salvar vidas

O câncer de próstata matou aproximadamente 18,5 mil homens no Brasil em 2025, uma média de 50 mortes por dia. Os números reforçam o alerta durante o Novembro Azul, campanha que chama a atenção para a prevenção, a identificação precoce da doença e a necessidade de ampliar o acesso dos homens aos serviços de saúde. No Acre, a mobilização também busca estimular pais, avôs e filhos a romperem o silêncio em torno dos cuidados com a saúde masculina.

A estimativa para 2026 é de mais de 77 mil novos casos no país. O câncer de próstata é o tipo de tumor mais frequente entre os homens, depois do câncer de pele não melanoma, e preocupa principalmente pela dificuldade de identificação nos estágios iniciais. Na maioria dos casos, a doença não apresenta sintomas no começo, o que pode levar ao adiamento da procura por atendimento.

Quando descoberto precocemente, o câncer de próstata pode ter até 90% de chances de cura, segundo a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU). Por isso, a avaliação médica é considerada fundamental, mesmo quando o homem não apresenta sinais de alteração na saúde.

A recomendação da entidade é que homens a partir dos 50 anos procurem um urologista para avaliação individualizada. Para aqueles que têm histórico familiar de câncer de próstata, homens negros e pessoas com obesidade, a orientação é iniciar esse acompanhamento aos 45 anos.

A investigação pode incluir o exame de sangue PSA, que verifica os níveis do antígeno prostático específico, e o toque retal. A indicação dos procedimentos deve considerar a avaliação do especialista, que poderá solicitar exames complementares e, diante de alterações suspeitas, uma biópsia para confirmar ou descartar o diagnóstico.

Entre os fatores que dificultam o diagnóstico estão o preconceito, a vergonha e o medo de descobrir uma doença. Mesmo com o avanço das campanhas de conscientização, muitos homens ainda evitam consultas e exames, deixando a saúde em segundo plano. A ausência de sintomas, porém, não significa que não exista risco.

O alerta do Novembro Azul também envolve as famílias. Filhos, netos e companheiros podem ajudar a mudar esse cenário ao incentivar os homens a procurarem atendimento e manterem os exames em dia. Para quem tem filhos pequenos ou acompanha o crescimento dos netos, o cuidado com a própria saúde também representa a possibilidade de continuar presente em momentos importantes da vida familiar.

No Acre, a conscientização precisa alcançar homens de Rio Branco e dos municípios do interior, onde a informação e o acesso aos serviços de saúde são fundamentais para ampliar as oportunidades de diagnóstico e tratamento. A campanha reforça que a prevenção não deve se limitar ao mês de novembro, mas fazer parte da rotina de cuidados ao longo de todo o ano.

Os dados mostram que o câncer de próstata continua sendo um desafio de saúde pública. Diante desse cenário, a orientação é não esperar o aparecimento de sintomas para buscar ajuda. A avaliação médica permite identificar fatores de risco, esclarecer dúvidas e definir, junto ao profissional de saúde, a necessidade de exames.

Mais do que uma campanha, o Novembro Azul coloca em pauta uma questão que ainda precisa ser enfrentada: a resistência de muitos homens em cuidar da própria saúde. Procurar atendimento não deve ser motivo de vergonha. Para pais e avôs, manter esse cuidado é também uma forma de preservar a própria vida e continuar participando da história de quem amam.