Rio Branco, AC,25 de junho de 2026 13:25
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Execução termina com atirador baleado pelo próprio comparsa durante ataque no Calafate

Uma execução marcada pela violência e por um erro dos próprios criminosos deixou um homem morto e outro ferido no início da tarde desta quarta-feira (24), no bairro Valdemar Maciel, na região do Calafate, em Rio Branco.

A vítima fatal foi identificada como Makcilano dos Santos Feitoza, de 31 anos, que foi alvejado por diversos disparos de arma de fogo na cabeça dentro de uma residência utilizada como oficina de motocicletas. Durante o atentado, André Melo da Silva, de 24 anos, apontado como um dos envolvidos na ação criminosa, acabou sendo baleado acidentalmente pelo próprio comparsa.

Segundo informações de testemunhas, Makcilano realizava reparos em sua motocicleta quando dois homens armados chegaram ao local a pé e invadiram o imóvel. Em seguida, os suspeitos passaram a efetuar vários disparos contra a vítima.

Na tentativa de escapar da morte, Makcilano ainda tentou correr, mas foi alcançado pelos tiros e caiu sem vida antes da chegada do socorro.

Durante a sequência de disparos, um dos criminosos atingiu acidentalmente o próprio parceiro. O projétil acertou André na região do peito, atravessou o corpo e saiu pelas costas.

Mesmo ferido, André conseguiu fugir do local juntamente com o comparsa. Pouco depois, procurou ajuda na residência do avô, localizada na Rua Maceió, nas proximidades da cena do crime, onde pediu socorro.

Moradores assustados com os disparos acionaram equipes da Polícia Militar e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Duas ambulâncias foram deslocadas para a ocorrência.

Ao chegarem à oficina, os socorristas apenas constataram a morte de Makcilano. Na sequência, as equipes seguiram até a Rua Maceió, onde André recebeu os primeiros atendimentos médicos. Após ser estabilizado, ele foi encaminhado ao Pronto-Socorro de Rio Branco em estado de saúde estável.

Policiais militares isolaram a área para o trabalho da perícia criminal. Após os procedimentos de praxe, o corpo de Makcilano foi removido e encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para exames cadavéricos.

Guarnições do 1º Batalhão realizaram buscas na região, mas nenhum dos envolvidos foi localizado ou preso até o fechamento desta matéria.

A principal linha de investigação da Polícia Civil aponta para um possível acerto de contas ligado à criminalidade. O caso segue sendo investigado pela Equipe de Pronto Emprego (EPE) e deverá ficar sob responsabilidade da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).