A família de Lucas Bezerra Pinto denuncia supostas falhas na assistência médica prestada ao detento, que está custodiado em uma unidade prisional de Rio Branco. Segundo o irmão, Danilo Bezerra Mendes, Lucas está há aproximadamente dois meses sem receber medicamentos controlados, sofreu uma lesão no olho dentro do presídio e aguarda providências relacionadas a um quadro grave de saúde mental.
De acordo com Danilo, o ferimento ocorreu enquanto Lucas tomava banho nas dependências da unidade prisional. Na ocasião, uma pedra teria atingido o olho do detento. O familiar afirma que, desde o episódio, não houve uma resposta satisfatória das autoridades responsáveis e cobra atendimento médico para avaliar a lesão e garantir o tratamento necessário.
A interrupção do uso de medicamentos é outra preocupação da família. Conforme o relato, Lucas necessita de medicação controlada, mas está sem os remédios há cerca de dois meses. Danilo teme que a falta do tratamento comprometa ainda mais o estado de saúde do irmão, que, segundo ele, precisa de acompanhamento especializado.
O familiar também afirma que já foram apresentados dois pedidos relacionados à avaliação e ao encaminhamento do caso de saúde mental de Lucas, mas que, até o momento, não houve uma solução. A família cobra uma resposta das autoridades competentes e medidas que assegurem a assistência adequada durante o período de custódia.
Outro motivo de apreensão é a possível ocorrência de casos de tuberculose no Pavilhão A, onde Lucas está preso. Segundo Danilo, haveria um número elevado de casos da doença no local. A família pede esclarecimentos sobre a situação sanitária da unidade e sobre as medidas de prevenção, diagnóstico e tratamento adotadas para proteger os detentos.
A morte do irmão e o sofrimento da família
Durante o relato, Danilo apresentou uma certidão de óbito referente à morte de outro irmão, identificado no documento como Daniel Bezerra Mendes. O registro informa que ele morreu em 12 de maio de 2015, aos 27 anos, em decorrência de ferimentos por arma de fogo, traumatismo craniano, hemorragia intracraniana, hipovolemia e hemorragia interna.
Danilo relaciona a morte violenta do familiar ao sofrimento emocional que, segundo ele, teria contribuído para o agravamento do quadro de saúde mental de Lucas. Ao comentar o documento, o irmão afirmou que a família ainda busca respostas sobre o assassinato.
“Perdemos um irmão que foi assassinado e, até hoje, as autoridades competentes não deram resposta sobre isso”, declarou Danilo.
A certidão apresentada comprova o registro do falecimento e as causas da morte descritas no documento, mas, isoladamente, não permite estabelecer uma relação clínica entre o episódio e o estado de saúde mental de Lucas. Essa eventual relação depende de avaliação profissional e de documentação médica.
Diante da situação, a família pede que a administração penitenciária e os órgãos responsáveis pela assistência à saúde dos custodiados apurem as denúncias, providenciem uma avaliação médica, verifiquem a necessidade de retomada da medicação prescrita e esclareçam o andamento dos pedidos relacionados à saúde mental do detento.
Os familiares também cobram esclarecimentos sobre o atendimento prestado após a lesão no olho e sobre as informações referentes à tuberculose no pavilhão.
Até a conclusão dessa reportagem, não havia sido apresentado à reportagem um posicionamento oficial da administração penitenciária sobre as denúncias.





