Apesar da queda de -40% das mortes violentas de mulheres no Acre, entre 2014 e 2024, o estado registrou no período 271 homicídios. Só em 2024, foram 12 mulheres assassinadas. Na série histórica, o maior número foi confirmado em 2018, com 35 homicídios. Os dados são do Atlas da Violência 2026 publicado esta semana pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), em parceria com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP).
Além do Acre, houve queda em outros 18 estados. São eles: Alagoas, Amapá, Amazonas, Bahia, Distrito Federal, Mato Grosso, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo e Sergipe.
Já nos estados do Ceará, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Paraná e Roraima houveram aumentos das taxas de homicídios praticados contra mulheres.
“Por outro lado, algumas unidades da federação apresentaram taxas inferiores à taxa nacional. São Paulo se destacou com o menor nível do país em 2024, registrando 1,5 homicídio por 100 mil mulheres, além de uma trajetória consistente de queda ao longo da série. Também apresentaram taxas abaixo da taxa brasileira Acre, Amapá, Distrito Federal, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Santa Catarina e Sergipe. Em comum, esses estados registraram reduções ao longo do período analisado, algumas bastante expressivas, como em Sergipe (-37,1%) e no Amapá (-32,4%), indicando avanços mais consistentes na diminuição da violência letal contra mulheres nesses contextos”, afirmam os pesquisadores.
Mesmo não apresentando números propriamente ditos sobre casos de feminicídios, os pesquisadores alertam que os homicídios ocorridos em residências, captados pelo sistema de Saúde, podem, em grande medida, refletir casos de feminicídio.





