Rio Branco, AC, 25 de agosto de 2026 17:37
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Mobilização nacional para coleta de DNA de familiares de desaparecidos conta com a participação do Acre

O Acre participa da 4ª Mobilização Nacional de Coleta de DNA de Familiares de Pessoas Desaparecidas, coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP). A ação acontece de 24 a 28 de agosto em todo o país e, no estado, é realizada pelo Departamento de Polícia Técnico-Científica (DPTC), por meio do Instituto de Análises Forenses (IAF).

Em Rio Branco, a coleta ocorre gratuitamente, das 7h às 13h, no IAF, localizado na Avenida Antônio da Rocha Viana, nº 1.248, bairro Bosque. O procedimento é rápido e indolor, feito com um cotonete na parte interna da bochecha.

A prioridade é para familiares de primeiro grau, como pais, filhos e irmãos biológicos. Para participar, é necessário apresentar documento de identificação e informações do Boletim de Ocorrência do desaparecimento. A coleta também pode ser feita por familiares de pessoas desaparecidas em outros estados.

Segundo o diretor do DPTC, Sandro Martins, a iniciativa amplia as possibilidades de identificação. “O DNA é uma ferramenta fundamental para a perícia e pode ajudar a transformar anos de incerteza em uma resposta para as famílias. Quanto maior o banco de perfis genéticos, maiores são as possibilidades de identificação”, destacou.

O delegado titular da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Cristiano Bastos, ressalta que o material também contribui para as investigações. “Ter o perfil genético dos familiares é muito importante para a investigação. Quando uma pessoa é localizada sem identificação, a comparação genética pode ajudar a estabelecer quem é aquela pessoa e trazer uma resposta à família”, afirmou.

Os perfis coletados são comparados com bancos de DNA estaduais e nacional. Objetos pessoais da pessoa desaparecida que possam conter material biológico, como escova de dentes ou aparelho de barbear, também podem auxiliar.

Apesar da mobilização ocorrer até 28 de agosto, a coleta de DNA de familiares de pessoas desaparecidas continua disponível posteriormente, desde que exista registro do desaparecimento por meio de Boletim de Ocorrência.