Rio Branco, AC, 1 de outubro de 2026 14:24
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Acre vive colapso nos indicadores de saneamento básico e candidatos não apresentam plano à altura do problema

O Acre chega às eleições de 2026 com um dos cenários mais críticos do país em saneamento básico e, ao mesmo tempo, com baixo nível de comprometimento dos candidatos ao governo estadual com a solução do problema. É o que aponta estudo do Instituto Trata Brasil, que analisou 62 planos de governo de candidatos considerados competitivos nos 26 estados e no Distrito Federal.

No levantamento, o Acre aparece com média de comprometimento de apenas 2,33, enquanto apresenta o menor índice de atendimento de água entre as unidades da Federação analisadas, de 44,27%. O estado também registra o menor investimento médio por habitante em saneamento, de apenas R$ 14,95, segundo os dados utilizados pelo estudo.

O contraste entre a dimensão do problema e a profundidade das propostas coloca o Acre entre os estados que mais dependem de um pacto consistente para enfrentar o déficit histórico de infraestrutura sanitária.

Em âmbito nacional, apenas 13 dos 62 planos analisados foram classificados como abrangentes, por contemplarem os quatro eixos considerados pelo Trata Brasil: planejamento, regionalização e coordenação; investimentos e superação de gargalos; governança e regulação; e metas tangíveis.

Embora o saneamento seja mencionado em 54 dos 62 planos, equivalentes a 87% da amostra, somente 16 documentos apresentam metas consideradas tangíveis, o que representa 26%. Para o instituto, mencionar a universalização dos serviços, sem estabelecer indicadores, prazos e mecanismos de acompanhamento, não é suficiente para transformar a promessa em compromisso efetivo.

O estudo também evidencia que a situação do Acre não é acompanhada por um nível de comprometimento proporcional à gravidade dos indicadores. A Região Norte, que concentra os piores indicadores de saneamento entre as macrorregiões analisadas, aparece apenas na penúltima posição em comprometimento médio dos candidatos, com 2,71.

O cenário regional reforça a necessidade de que o saneamento deixe de ocupar apenas espaço genérico nos programas eleitorais e passe a ser tratado como uma política estruturante, com metas, cronogramas, investimentos e responsabilidades claramente definidos.

No caso acreano, os números tornam o desafio ainda mais evidente. Com menos da metade da população atendida pelo abastecimento de água, o estado precisa avançar simultaneamente em expansão da rede, coleta e tratamento de esgoto, investimentos, regionalização dos serviços e fortalecimento da regulação.

O estudo considera ainda que o período de 2027 a 2030 será decisivo, já que antecede o prazo estabelecido para a universalização dos serviços de saneamento no país, previsto para 2033. A estimativa apresentada pelo Trata Brasil é de que cerca de 33 milhões de brasileiros ainda não tenham acesso à água tratada e quase 90 milhões não disponham de coleta de esgoto.

A avaliação foi elaborada com base nos planos de governo disponíveis na plataforma do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) até 15 de setembro. A seleção considerou candidatos apontados como competitivos a partir de pesquisas de intenção de voto divulgadas entre 22 de agosto e 4 de setembro.

O Acre chega às eleições de 2026 com um dos cenários mais críticos do país em saneamento básico e, ao mesmo tempo, com baixo nível de comprometimento dos candidatos ao governo estadual com a solução do problema. É o que aponta estudo do Instituto Trata Brasil, que analisou 62 planos de governo de candidatos considerados competitivos nos 26 estados e no Distrito Federal.

No levantamento, o Acre aparece com média de comprometimento de apenas 2,33, enquanto apresenta o menor índice de atendimento de água entre as unidades da Federação analisadas, de 44,27%. O estado também registra o menor investimento médio por habitante em saneamento, de apenas R$ 14,95, segundo os dados utilizados pelo estudo.

O contraste entre a dimensão do problema e a profundidade das propostas coloca o Acre entre os estados que mais dependem de um pacto consistente para enfrentar o déficit histórico de infraestrutura sanitária.

Em âmbito nacional, apenas 13 dos 62 planos analisados foram classificados como abrangentes, por contemplarem os quatro eixos considerados pelo Trata Brasil: planejamento, regionalização e coordenação; investimentos e superação de gargalos; governança e regulação; e metas tangíveis.

Embora o saneamento seja mencionado em 54 dos 62 planos, equivalentes a 87% da amostra, somente 16 documentos apresentam metas consideradas tangíveis, o que representa 26%. Para o instituto, mencionar a universalização dos serviços, sem estabelecer indicadores, prazos e mecanismos de acompanhamento, não é suficiente para transformar a promessa em compromisso efetivo.

O estudo também evidencia que a situação do Acre não é acompanhada por um nível de comprometimento proporcional à gravidade dos indicadores. A Região Norte, que concentra os piores indicadores de saneamento entre as macrorregiões analisadas, aparece apenas na penúltima posição em comprometimento médio dos candidatos, com 2,71.

O cenário regional reforça a necessidade de que o saneamento deixe de ocupar apenas espaço genérico nos programas eleitorais e passe a ser tratado como uma política estruturante, com metas, cronogramas, investimentos e responsabilidades claramente definidos.

No caso acreano, os números tornam o desafio ainda mais evidente. Com menos da metade da população atendida pelo abastecimento de água, o estado precisa avançar simultaneamente em expansão da rede, coleta e tratamento de esgoto, investimentos, regionalização dos serviços e fortalecimento da regulação.

O estudo considera ainda que o período de 2027 a 2030 será decisivo, já que antecede o prazo estabelecido para a universalização dos serviços de saneamento no país, previsto para 2033. A estimativa apresentada pelo Trata Brasil é de que cerca de 33 milhões de brasileiros ainda não tenham acesso à água tratada e quase 90 milhões não disponham de coleta de esgoto.

A avaliação foi elaborada com base nos planos de governo disponíveis na plataforma do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) até 15 de setembro. A seleção considerou candidatos apontados como competitivos a partir de pesquisas de intenção de voto divulgadas entre 22 de agosto e 4 de setembro.