O candidato ao governo do Acre Tião Bocalom (PL) encontrou no setor produtivo mais um palco para reforçar a principal bandeira de sua campanha: transformar emprego, produção e iniciativa privada em motores de uma eventual gestão estadual.
Em encontro com mais de 500 colaboradores da Hoje Cosmética, em Rio Branco, o candidato apresentou o projeto “Produzir para Empregar” e tentou consolidar a imagem de gestor experiente diante de trabalhadores e empresários.
Ao lado da esposa, Kelen Bocalom, e do empresário Edson Cruz, Bocalom falou para funcionários da empresa e também para colaboradores de outros municípios, que acompanharam a reunião por videoconferência. O encontro serviu para o candidato apresentar sua visão de governo e, ao mesmo tempo, reforçar uma narrativa que vem ocupando espaço central em sua campanha: a de que o Acre precisa produzir mais para depender menos de Brasília.

Bocalom aproveitou a presença dos trabalhadores para fazer uma comparação entre sua trajetória administrativa e os projetos dos adversários. A estratégia é se apresentar como alguém que já passou pelo teste das urnas e da gestão pública e que, segundo ele, não precisa vender uma experiência que ainda não foi colocada à prova.
“O eleitor não está diante de uma promessa de laboratório. Eu já administrei Acrelândia e Rio Branco. Tenho experiência real de gestão e quero levar aquilo que funcionou para os 22 municípios do Acre”, afirmou.
O candidato também endureceu o discurso contra o desperdício de dinheiro público e colocou o combate à corrupção entre os pilares de sua proposta. Para Bocalom, a discussão sobre pobreza passa necessariamente pela capacidade do poder público de controlar gastos e criar um ambiente favorável à geração de empregos.

Na avaliação do candidato, o Estado não deve ocupar o lugar de quem produz, mas criar condições para que empresas possam investir, contratar e ampliar suas atividades.
“Se o recurso público for tratado com responsabilidade, o dinheiro aparece para investir onde realmente precisa. O Acre não pode continuar apenas administrando a pobreza. Precisamos criar condições para que as pessoas tenham trabalho, renda e oportunidade”, disse.
A fala reforça uma das principais apostas políticas da candidatura: associar desenvolvimento econômico à redução da pobreza. Bocalom tenta, dessa forma, dialogar simultaneamente com o empresariado e com trabalhadores, apresentando o setor privado como peça-chave para ampliar a renda das famílias acreanas.

Kelen Bocalom também participou do encontro e destacou o que considera uma adesão crescente ao projeto apresentado pela candidatura. “Não estamos falando apenas para quem empreende. Estamos falando também para quem acorda cedo, trabalha e precisa de oportunidade para melhorar de vida. O projeto precisa fazer sentido para os dois lados”, afirmou.
Durante o encontro, Bocalom ainda usou a trajetória da Hoje Cosmética como exemplo da capacidade de empreendedores locais de crescer mesmo diante das dificuldades enfrentadas no Estado. O candidato elogiou Edson Cruz e defendeu que histórias como essa sejam multiplicadas.
“Quando uma empresa acreana cresce, gera emprego e movimenta a economia, todo o Estado ganha. O papel do governo deve ser criar um ambiente para que esse tipo de história deixe de ser exceção”, declarou.

A agenda também teve um componente eleitoral explícito. Bocalom voltou a demonstrar confiança no desempenho de sua candidatura e afirmou que pretende transformar o “Produzir para Empregar” em uma marca de sua campanha.
A aposta é clara: enquanto os adversários disputam espaço em torno de diferentes propostas para o governo, Bocalom quer ocupar o campo político da produção, do emprego e da redução da dependência econômica.
“Eu quero governar para fazer o Acre produzir, gerar emprego e colocar dinheiro no bolso das pessoas. É essa mudança que estamos propondo e é para isso que estamos pedindo a confiança do eleitor”, afirmou.





