Rio Branco, AC, 20 de julho de 2026 23:10
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Convenções colocam disputa pelo governo do Acre na fase decisiva e pressionam partidos por definições

A partir desta segunda-feira, 20, a eleição de 2026 deixa o campo das articulações informais para ingressar na etapa das decisões oficiais. Com a abertura do período de convenções partidárias, as legendas terão até o dia 5 de agosto para homologar candidaturas, formalizar alianças e definir as chapas que disputarão o comando do Palácio Rio Branco e as vagas no Congresso Nacional e na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac).

Embora os principais nomes da disputa já estejam postos há meses, as convenções representam o momento em que acordos políticos deixam os bastidores e passam a ter validade jurídica. É também nessa fase que os partidos encerram negociações envolvendo candidatos a vice-governador, suplentes ao Senado e a composição das chapas proporcionais, fundamentais para o desempenho eleitoral das legendas.

No Acre, o processo ocorre em meio a uma disputa que tende a ser uma das mais competitivas dos últimos anos. A governadora Mailza Assis (PP) buscará consolidar a ampla aliança governista construída após assumir o comando do Executivo estadual. Do outro lado, o senador Alan Rick (Republicanos) tenta transformar o desempenho obtido nas pesquisas de intenção de voto em uma coalizão capaz de sustentar sua candidatura até a reta final da campanha.

Outro movimento aguardado é o do prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom (PSDB). Após meses de especulações sobre alianças e composições, a convenção deverá oficializar sua entrada na corrida pelo governo, encerrando uma fase marcada por intensas negociações entre partidos de centro e de direita. Assim como acontece com o Dr. Thor Dantas, pré-candidato ao Governo pelo Partido Socialista Brasileiro (PSB)

Se a disputa majoritária concentra a atenção do eleitorado, é nas chapas proporcionais que dirigentes partidários enfrentam alguns dos maiores desafios. A definição das nominatas para deputado federal e estadual envolve cálculos eleitorais, equilíbrio regional, representatividade feminina e acomodação de lideranças, fatores que influenciam diretamente as chances de cada partido ampliar sua bancada.

As convenções também marcam o início da etapa burocrática do processo eleitoral. Após os encontros, os partidos deverão encaminhar à Justiça Eleitoral as atas e os pedidos de registro de candidatura por meio do Sistema de Candidaturas (CANDex), que estreia em uma versão totalmente digital. A ferramenta permitirá o envio eletrônico das informações e integrará automaticamente parte dos dados dos candidatos ao cadastro da Justiça Eleitoral, reduzindo procedimentos administrativos.

No caso das federações partidárias, a legislação impõe um rito específico. Como essas organizações funcionam como uma única agremiação durante quatro anos, as decisões sobre candidaturas deverão ser formalizadas em documento único, vedando deliberações isoladas dos partidos que as integram.

Mais do que uma exigência legal, as convenções servirão como termômetro da capacidade de mobilização das campanhas. O tamanho dos atos políticos, a presença de lideranças nacionais e regionais e o grau de coesão demonstrado pelos aliados serão observados como indicadores da força de cada projeto eleitoral.