O deputado estadual Edvaldo Magalhães (PCdoB) participou da agenda do ministro dos Transportes, George Santoro, no Acre, realizada hoje (15). O ministro veio anunciar recursos para a reconstrução de trechos da BR-364 na ordem de mais de R$ 713 milhões.
O parlamentar disse que é preciso trabalhar em duas frentes: uma de reconstrução e uma de recuperação da rodovia, com tapa-buraco. Ele pontuou que é preciso garantir a trafegabilidade na rodovia, antes da chegada do próximo inverno amazônico, que deve começar a partir de outubro e novembro.
“E, nós chegamos num ponto, que é o ponto do colapso. Quando você chega no ponto do colapso, é preciso ter um tratamento de UTI. No tratamento de UTI, você não pode deixar de fazer o basicão, porque se não fizer o básico, o paciente não sai da crise. O basicão é tapar buraco. ‘Ah, mas o tapa buraco é um dinheiro jogado fora’. Não! O tapa buraco é o que garante a trafegabilidade no primeiro momento, depois é a reconstrução. Só que nós temos que fazer agora é assobiar e chupar cana. Eu estou muito animado com essa vinda do ministro porque finalmente vou escutar algo que eu gostaria de ter escutado no ano passado. Inclusive, divergi por conta disso, que é: tem que ter o dinheiro específico do tapa buraco em grande volume, para quando terminar o verão o buraco está tapado e ter o dinheiro específico do macadame, que é o dinheiro da reconstrução, que vai garantir a perenidade da nossa rodovia. É trabalhar em duas frentes permanentemente. Esse anúncio me deixa animado porque com certeza que teremos um volume de trabalho muito grande nos próximos dias, no verão”, ressaltou.
Edvaldo Magalhães lembrou ainda a função social da BR-364, que liga o Vale do Acre ao Vale do Juruá, uma espécie de espinha dorsal da economia do Acre e da promoção da cidadania.
“Essa estrada, ela só recebeu todos esses investimentos, com pontes estaiadas, por exemplo, por conta do seu apelo social, porque do ponto de vista econômico, não teria um retorno imediato. Teria um retorno futuro, porque sempre há um retorno no futuro. Você precisa, primeiro, fazer uma aposta para depois o investidor vir e depois viabilizar a economia, inclusive as economias locais”, pontuou.





