As eleições de 2022 registraram quatro casos em que o candidato mais votado no primeiro turno perdeu a disputa pelo governo no segundo. As viradas ocorreram em Mato Grosso do Sul, Pernambuco, Rio Grande do Sul e Sergipe, segundo os resultados oficiais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
O histórico ganha relevância no contexto das eleições de 2026, quando os eleitores voltarão às urnas para escolher os governadores dos Estados. No Acre, porém, o cenário de 2022 foi diferente: a disputa pelo Palácio Rio Branco terminou no primeiro turno, com a reeleição de Gladson Cameli (PP). Ele recebeu 56,64% dos votos válidos, enquanto Jorge Viana (PT) ficou em segundo, com 24,29%.
Naquele ano, portanto, o eleitorado acreano não passou pela segunda etapa na disputa pelo governo. Em 2026, a eleição poderá novamente ser definida no primeiro turno ou avançar para uma segunda votação, caso nenhum candidato alcance a maioria necessária dos votos válidos. O TSE estabeleceu o primeiro turno para 4 de outubro e o eventual segundo turno para 25 de outubro.
As quatro viradas de 2022
Em Mato Grosso do Sul, Capitão Contar (PRTB) terminou o primeiro turno na liderança, mas Eduardo Riedel (PSDB) venceu a segunda etapa. Em Pernambuco, Marília Arraes (Solidariedade) foi a mais votada na primeira votação, mas Raquel Lyra (PSDB) acabou eleita no segundo turno.
No Rio Grande do Sul, Onyx Lorenzoni (PL) liderou o primeiro turno, mas Eduardo Leite (PSDB) venceu a etapa seguinte. Em Sergipe, Rogério Carvalho (PT) também terminou a primeira votação na frente, mas Fábio Mitidieri (PSD) virou o resultado e foi eleito. Os resultados oficiais estão disponíveis na base de dados do TSE.
As mudanças mostram que a liderança no primeiro turno não garante, por si só, a vitória na eleição. Entre uma etapa e outra, os votos destinados aos candidatos eliminados deixam de estar distribuídos entre várias opções e passam a se concentrar nos dois concorrentes que permanecem na disputa.





