Rio Branco, AC, 13 de outubro de 2026 12:00
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Empresa não honra o compromisso com os barqueiros de Tarauacá e trabalhadores entram em greve, relata Edvaldo

O deputado estadual Edvaldo Magalhães (PCdoB) revelou, durante a sessão de hoje (13/10) na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), que a empresa Suply Soluções não cumpriu o compromisso com os barqueiros de Tarauacá, responsáveis pelo transporte escolar. Com isso, os trabalhadores voltaram à greve.

“Eu imaginava que após as eleições, eu não seria chamado a abordar mais uma vez o assunto do transporte escolar de Tarauacá, porque a confusão foi tão grande, criou gravíssimos problemas para a comunidade escolar, que o governo fez um mutirão de diálogos com a empresa, que depois de um mês de paralisação resolveram pagar. A empresa chamou todo mundo para pagar, a tal da Suply. ‘Nós vamos pagar, dos 4 meses atrasados, nós pagamos três. Na hora que cair o dinheiro na conta, vocês vão comprar o combustível para 15 dias. Aí vocês retomam os trabalhos, que no dia 5 de outubro, um dia depois das eleições, a gente vai pagar o quarto mês que está atrasado e também pagar o combustível que vocês adiantaram’. Ficou três dias o pessoal negociando. Resultado, os trabalhadores deram um voto de confiança. Passou o dia 5, o dia 6, o dia 8, o dia 10, passou o feriado do dia 12 e eles voltaram à greve hoje. Porque a empresa não cumpriu o compromisso assumido. Sumiu no meio do mundo”, disse.

Em outro trecho da fala de Edvaldo Magalhães, o parlamentar questionou a postura da Secretaria de Estado de Educação. “Ninguém faz um mês de greve no transporte escolar porque está tudo bem. A pergunta é: por que a Secretaria de Estado de Educação não toma uma medida de punição contra essa empresa? Por que a Educação não faz a contratação emergencial ou o pagamento direto aos transportadores? Ou será que pagaram tudo em dia e na hora de cobrar perderam a capacidade de fazê-la? Estes estudantes não tiveram três meses de ano letivo. Isso é condenar uma geração a não ter o direito básico, que é o acesso ao ensino”.

O deputado disse ainda que vai procurar o secretário de Estado de Educação, Reginaldo Prates, para tratar do assunto. “Eu quero ir à Secretaria de Educação amanhã. Quero sentar, pelo menos dois minutos na mesa do secretário, para que ele me explique isso: por que uma empresa deita e rola, desrespeita, não honra o compromisso e não é punida?”.

Por fim, Edvaldo disse que também levará o caso ao conhecimento do Tribunal de Contas do Estado. “Isso é dinheiro federal, são recursos do Ministério da Educação, do transporte escolar. Se fosse a primeira vez se justificava. Mas, atrasou quatro meses e o aluguel dos barcos um ano. E continuam passando a mão em cima dessa bandalheira, dessa pouca vergonha”.