A disputa pelo Governo do Acre apresenta uma mudança relevante na reta final da campanha eleitoral. Pesquisa Quaest divulgada nesta sexta-feira (25), encomendada pela Rede Amazônica, registra Mailza Assis (PP) com 36% das intenções de voto na modalidade estimulada. Alan Rick (Republicanos) aparece com 28%, enquanto Tião Bocalom (PSDB) tem 15%.
Na comparação com a pesquisa de 27 de agosto, Mailza passou de 24% para 36%, uma variação de 12 pontos percentuais. Alan, que anteriormente aparecia com 33%, registra agora 28%. Bocalom manteve os mesmos 15% observados no levantamento anterior.
Thor Dantas (PSB) aparece com 2%. Dr. Luisinho (Agir) e Eudo Raffael (PCB) não pontuaram. Os entrevistados que disseram votar em branco, anular ou não comparecer somam 6%, enquanto 13% permanecem indecisos.
Maioria afirma que voto está definido
A Quaest também perguntou aos entrevistados sobre a possibilidade de mudança de voto. Para 74%, a escolha já é definitiva. Outros 25% afirmaram que ainda podem mudar de candidato até a eleição, marcada para 4 de outubro.
O levantamento ouviu 804 eleitores com 16 anos ou mais entre os dias 21 e 24 de setembro. A margem de erro informada é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número AC-08968/2026.
Pesquisa espontânea
Quando o entrevistador não apresenta os nomes dos candidatos, Mailza também aparece numericamente à frente, com 24%. Em 27 de agosto, registrava 14%.
Alan Rick passou de 17% para 20%. Bocalom aparece com 6%, ante 3% anteriormente. Thor Dantas registra 1% e Eudo Raffael, 1%.
A parcela de eleitores que ainda não cita espontaneamente um candidato permanece elevada: 47% disseram não saber ou não responderam. No levantamento anterior, eram 57%. Brancos, nulos ou aqueles que dizem não votar representam 1%.
Quaest testa confrontos de segundo turno
O instituto também apresentou três possíveis confrontos para uma eventual segunda etapa da eleição.
Na disputa entre Mailza e Alan Rick, os números apresentados são:
Mailza Assis: 46%
Alan Rick: 34%
Branco, nulo ou nenhum: 8%
Indecisos: 12%
No levantamento de agosto, Mailza tinha 35% e Alan, 42% nesse mesmo confronto.
Na simulação entre Mailza e Tião Bocalom, o material informado aponta 53% para Mailza e 24% para Bocalom. Já em um confronto entre Alan e Bocalom, Alan registra 45%, enquanto Bocalom aparece com 28%.
Saúde lidera entre os problemas apontados
A saúde foi mencionada por 30% dos entrevistados como o principal problema enfrentado pelo Acre. Em agosto, esse percentual era de 26%.
Violência aparece em seguida, com 13%, enquanto infraestrutura alcança 11%. Corrupção foi mencionada por 10% e desemprego, por 6%. Outros problemas somaram 19%, enquanto 11% não souberam ou não responderam.
Bocalom registra maior índice de “conhece e não votaria”
O levantamento também avaliou o grau de conhecimento e a disposição dos entrevistados em votar ou não em cada candidato.
Tião Bocalom registra 51% na categoria “conhece e não votaria”. Outros 36% afirmaram que o conhecem e votariam nele, enquanto 13% disseram não conhecê-lo.
Alan Rick tem 33% de entrevistados que afirmam conhecê-lo e não votar nele. Por outro lado, 51% dizem conhecê-lo e votariam no candidato. Outros 16% afirmaram não conhecê-lo.
Mailza Assis registra 29% entre aqueles que dizem conhecê-la e não votar nela. Outros 52% afirmam que a conhecem e votariam, e 19% dizem não conhecê-la.
Thor Dantas registra 22% de “conhece e não votaria”, 9% de “conhece e votaria” e 69% afirmam não conhecê-lo.
Dr. Luisinho apresenta 14% de “conhece e não votaria”, 3% de “conhece e votaria” e 83% de desconhecimento.
Eudo Raffael tem 15% de “conhece e não votaria”, 3% de “conhece e votaria” e 82% dizem não conhecê-lo.
Aprovação do governo chega a 61%
A Quaest também mediu a percepção dos eleitores sobre a atual administração estadual. Segundo o levantamento, 61% afirmam aprovar o governo, ante 58% registrados em agosto. A desaprovação aparece com 23%, enquanto 16% não souberam ou não responderam.
Na avaliação qualitativa, 45% classificaram a administração positivamente, enquanto 32% consideraram regular e 13%, negativa.
Os resultados retratam as respostas dos eleitores entrevistados entre 21 e 24 de setembro e estão sujeitos à margem de erro de três pontos percentuais, para mais ou para menos.





