A quatro dias da votação, uma sequência de levantamentos realizados por Quaest, Delta e Data Control mostra o mesmo cenário numérico na disputa pelo Governo do Acre: Mailza Assis aparece na primeira posição em todos os levantamentos citados, enquanto Alan Rick ocupa o segundo lugar. As diferenças registradas entre os dois variam de 8 a 14,3 pontos percentuais nas pesquisas realizadas ao longo da segunda metade de setembro.
Os números, porém, representam fotografias de momentos diferentes da campanha e estão sujeitos às margens de erro e às metodologias utilizadas por cada instituto. Ainda assim, a repetição do mesmo posicionamento em levantamentos independentes colocou a disputa entre Mailza e Alan no centro da reta final da eleição.
A pesquisa mais recente entre as citadas foi realizada pelo Data Control entre 24 e 30 de setembro e divulgada em 1º de outubro. No cenário estimulado, Mailza aparece com 40,5% das intenções de voto, contra 28,8% de Alan Rick, uma diferença de 11,7 pontos percentuais. Tião Bocalom aparece com 12,1%, seguido por Thor Dantas, com 3,7%, Dr. Luizinho, com 0,4%, e Eudo Raffael, com 0,3%. O levantamento ouviu mil eleitores no Acre.
O mesmo levantamento mostra Mailza também à frente na pesquisa espontânea, quando os nomes dos candidatos não são apresentados aos entrevistados. Nesse cenário, ela registra 30,5%, contra 18,6% de Alan Rick e 5,9% de Bocalom. A parcela que não soube ou não respondeu chega a 38,2%, o que evidencia a existência de eleitores que ainda não manifestaram preferência nessa modalidade.
Antes do Data Control mais recente, a Agência Delta havia divulgado, em 30 de setembro, outro levantamento com Mailza numericamente na primeira posição. A candidata aparece com 40,62%, enquanto Alan Rick registra 30,50%, diferença de 10,12 pontos. Bocalom tem 12,38% e Thor Dantas, 3,25%. A pesquisa ouviu 800 eleitores presencialmente entre 23 e 29 de setembro, com margem de erro informada de 3,5 pontos percentuais.
Na rodada anterior da Delta, realizada entre 14 e 19 de setembro com 1.201 entrevistas, Mailza tinha 39,63%, contra 31,39% de Alan Rick. A diferença naquele momento era de 8,24 pontos percentuais.
A Quaest também encontrou Mailza na liderança em sua pesquisa divulgada em 25 de setembro. O levantamento, encomendado pela Rede Amazônica, registrou 36% para Mailza, 28% para Alan Rick e 15% para Tião Bocalom. Foram entrevistadas 804 pessoas entre 21 e 24 de setembro, com margem de erro de três pontos percentuais e nível de confiança de 95%. O levantamento foi registrado no TSE sob o número AC-08968/2026.
A mudança em relação à rodada anterior da Quaest chama atenção. Em agosto, Alan Rick aparecia com 33% e Mailza tinha 24%. Na pesquisa de setembro, Mailza passou para 36%, enquanto Alan caiu para 28%. A diferença, que anteriormente era de nove pontos em favor de Alan, passou a ser de oito pontos em favor de Mailza.
O Data Control já havia apresentado, em 18 de setembro, uma vantagem ainda maior para Mailza. Naquele levantamento, ela registrou 40,4%, contra 26,1% de Alan Rick e 13,2% de Tião Bocalom. A distância entre os dois primeiros chegava a 14,3 pontos percentuais. Foram ouvidos 1.356 eleitores em 13 municípios acreanos, entre 12 e 16 de setembro, com margem de erro de 2,7 pontos percentuais e 95% de confiança.
Tomados em conjunto, os levantamentos mostram que a diferença entre Mailza e Alan Rick oscilou durante setembro, mas a candidata apareceu numericamente à frente nas cinco medições citadas: 14,3 pontos no Data Control de 18 de setembro; 8,24 pontos na Delta realizada entre 14 e 19; 8 pontos na Quaest; 10,12 pontos na Delta de 30 de setembro; e 11,7 pontos no Data Control divulgado em 1º de outubro.
Isso não significa, contudo, que as pesquisas antecipem o resultado das urnas. Cada levantamento corresponde a uma amostra específica, realizada em determinado período e sob metodologia própria. Além disso, a margem de erro precisa ser considerada na interpretação das diferenças entre os candidatos.
Outro ponto relevante é que existem levantamentos divulgados no mesmo período com resultados diferentes. Por isso, a leitura dos números exige atenção à data do trabalho de campo, ao tamanho da amostra, à margem de erro, ao nível de confiança e ao registro na Justiça Eleitoral.





