Ao relatar as contas da Assembleia Legislativa do Estado do Acre (Aleac), exercício orçamentário de 2024, a conselheira do Tribunal de Contas do Estado, Naluh Gouveia, apontou uma série de falhas referentes ao controle interno. Na época, a Aleac era presidida pelo deputado Luiz Gonzaga. As contas dele foram aprovadas, com ressalvas.
As principais inconsistências encontradas dizem respeito a realização de despesas sem cobertura contratual, ausência de atualização das garantias dos contratos e a própria fragilidade na atuação do controle quanto à fiscalização contratual.
“A prestação de contas da Assembleia Legislativa tem melhorado sensivelmente. A gente tem percebido isso, mas há ainda uma fragilidade muito grande de controle interno. Eu penso que, como eu já trabalhei lá na Assembleia, os deputados eles são muito assim: deputado acha, fazem as coisas e alguns não querem muito ouvir, mas o controle interno é uma garantia da sociedade. É uma garantia da gestão, é uma garantia de transparência. É um sucesso essa questão do controle interno. O controle interno tem que ser chato”, disse Naluh Gouveia.
Os conselheiros analisaram ainda as contas referentes a 2022, sob à presidência de Nicolau Júnior. Estas foram aprovadas, também, com ressalvas.
“Todas as prestações de contas da Assembleia que vemos hoje tinha alguma fragilidade do controle interno”, pontuou Gouveia.





